Feito na América
Resenha por Miguel Barbieri Jr.
Com idas, vindas e manobras quase inacreditáveis, a saga de Barry Seal deixa no chinelo muitas obras amalucadas de ficção. O piloto americano, retratado no thriller cômico Feito na América, circulou nos bastidores de alguns dos episódios mais marcantes do fim dos anos 70 e da década seguinte. Foi tratado como herói quando, ex-funcionário de uma empresa de aviação, atuou pela CIA em operações na América Central. Simultaneamente, participou de engenhoso esquema de tráfico com Pablo Escobar (!). O que lhe faltava em escrúpulos sobrava em malícia e entusiasmo, características que possivelmente atraíram o astro Tom Cruise, de 55 anos, ao projeto. O avesso do galã que o consagrou em Top Gun, de 1986, Seal encarnou os vícios e as loucuras da era Reagan: um tipo pragmático, amável (principalmente quando posava ao lado da esposa, Lucy, papel de Sarah Wright) e capaz de vender a alma para faturar alto. De carisma infalível, Cruise faz o público acreditar nos detalhes absurdos de uma história repleta deles. Já o diretor Doug Liman (de No Limite do Amanhã), craque em fitas de ação, ressalta o lado patético dessa trajetória ao alternar cenas documentais e sacadas visuais irreverentes. O paladar para a sátira política mostra-se afiado. Junto do ótimo diretor de fotografia César Charlone (Cidade de Deus), oxigena um roteiro que só comete um crime: seguir a fórmula manjada de produções sobre ascensão e decadência de figurões. Direção: Doug Liman (American Made, EUA, 2017, 115min). 16 anos.
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