Como Habitar Abismos
Resenha por Renata Magalhães



Mariana Guimarães dialoga com uma temática bastante contundente nos dias de hoje. Em sua primeira individual, a artista trata das ambiguidades da vida cotidiana, além de falar sobre sexualidade e intimidade, através de obras construídas pela técnica do bordado. A mostra segue por oito cômodos do Castelinho do Flamengo e usa diferentes suportes, como instalações e fotografias. Na primeira sala, Mesa Posta convida o visitante se depara com forrinhos bordados que servem como suporte para os órgãos sexuais em moldes de silicone, dispostos em uma mesa de jantar. Em seguida, objetos da vida cotidiana, como peneiras e bacias, fazem um questionamento sobre o papel feminino. O destaque fica por conta dos bordados eróticos, que contrapõem o profano e o sagrado. Ainda fazem parte da mostra os desenhos da filha de três anos de Mariana, Rosa, bordados pela artista em tecido. Curadoria de Beatriz Lemos.







