Livro de Paula Gicovate vira tema de encontro e receita no Zazá Bistrô Café

Evento em Ipanema une literatura e gastronomia; fim de setembro ainda tem encontros de chefs no Itsáry, Páreo e Baduk

Por Alessandra Carneiro 22 set 2026, 12h10
Duas mulheres sorrindo para a câmera em uma livraria. A da esquerda, com cabelos loiros e camisa branca, segura um livro. A da direita, com cabelos curtos e blusa tie-dye laranja e verde, está ao lado. Ao fundo, estantes cheias de livros coloridos.
Lançamento com sabor: Paulo Gicovate (à esq.) lança livro no Zazá Café, da Zazá Piereck (à dir.) (Gabriela Temes/Divulgação)
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Literatura também se prova à mesa. No domingo (27), Zazá Piereck recebe a escritora Paula Gicovate no Zazá Bistrô Café, dentro da Livraria da Travessa de Ipanema, para um encontro inspirado em Como  navegar o abismo, terceiro romance da autora. A conversa, marcada para as 18h, passa por literatura, cozinha e memória, temas que atravessam a história de três gerações de mulheres, e ainda ganhou tradução comestível.

Inspirada no livro, Zazá criou uma pequena seleção de receitas que inclui couscous marroquino ao curry com costelinha desfiada (R$ 65,00), quindim (R$ 14,00) e o chamado “bolo de aniversário para Cecília” (R$ 25,00), um bolo de nozes cuja receita aparece na trama e marca um ponto de virada para a protagonista. O ingresso para a conversa custa R$ 40,00, com direito a uma taça de vinho ou bebida não alcoólica, e será vendido no local. Depois do bate-papo, Paula participa de sessão de autógrafos.

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Lançado pela Record, Como navegar o abismo acompanha Nara, uma chef de cozinha que tenta reorganizar a vida após a morte da mãe. Receitas, lembranças e gestos herdados ajudam a contar a relação entre as mulheres da família e colocam a comida no centro de temas como luto, desejo e afeto. “Comida para mim é lugar de prazer, memória e reencontro, por isso criei uma personagem que se reconstrói a partir da culinária”, diz Paula.

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Chefs em dobradinha

Dois homens sorridentes, um barbudo e tatuado, outro de cabelo curto, vestem aventais cinzas sobre camisetas pretas, em um ambiente com garrafas de vinho ao fundo
4 mãos no Itasáry: Ignácio Peixoto (à esq.) recebe o argentino Bernabé Simón Padrós (à dir.) (./Divulgação)
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A troca de ideias à mesa dá o tom também a outros encontros gastronômicos neste fim de setembro. Antes mesmo do evento no Zazá, na sexta (25), o Itsáry, no Centro, estreia uma série mensal de jantares a quatro mãos. Ignácio Peixoto recebe o argentino Bernabé Simón Padrós, novo chef do Emile, em Copacabana, que acumula passagens por restaurantes como Central, de Virgilio Martínez e Pía León, e Astrid y Gastón.

O menu (R$ 420,00; harmonização por mais R$ 230,00) começa com snacks, como mini gazpacho de cavaca e melão e brioche com ostra na brasa, chuchu e maçã. Passa ainda por crudo de peixe com limão fermentado, anticucho de pupunha, ravioli de milho e parmesão de Alagoa e bochecha de porco na brasa, antes do crémeux de chocolate, caju e maracujá. Há reservas às 19h30 e às 21h30. A série já tem próximos convidados: Romano Fontanive, do Gabbiano, em outubro; Jéssica Trindade, do Madame Olympe, em novembro; e Ricardo Lapeyre, em janeiro.

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No dia 30, duas dobradinhas acontecem em diferentes pontos da cidade. No Páreo Restaurante, no Jockey Club, Marcones Deus volta a dividir a cozinha com Jaime Barcelos, do catarinense Ostradamus, em um jantar dedicado às ostras. Batizada de “Ostras in Rio”, a noite começa às 19h e traz um menu de R$ 385,00 por pessoa.

As ostras aparecem em diferentes versões, do quarteto servido fresco à combinação com tartare de manga e caju, passando por uma marinada em saquê com melão acidificado e uma “ostra fake” com mel de bracatinga. O percurso segue com ravioli de ostra ao molho cremoso de Champagne e ikura e barriga de porco com ostras ao missô de tamarindo. A sobremesa é mousse de chocolate branco com cumaru, frutas, maracujá e castanha-do-Pará.

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Na mesma noite, Fred Caffarena, do paulistano Make Hommus Not War, desembarca no Baduk para cozinhar ao lado de Erik Nako. Os dois aproximam suas interpretações da culinária do Oriente Médio em um menu criado especialmente para o encontro, com mesa farta e espírito de compartilhamento.

A experiência começa com mezze, saladas e pães à vontade. Falafel de milho com tahini, sarma de camarão com iogurte de coco fermentado e açafrão e berinjela defumada com coalhada de ovelha e tucupi aparecem entre as entradas. Para o principal, entram em cena kafta merguez com hommus e ovo caipira ou manti de baroa e cogumelos. Baklava e muhallebi encerram a noite, que também reserva espaço generoso para preparos vegetarianos e veganos.

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