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Simone Barros

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Cafés históricos pelo mundo: três endereços com história e boa gastronomia

Entre cafés emblemáticos que valem muito a visita estão: o Le Procope, em Paris; Café Tortoni, em Buenos Aires,e a Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro.

Por Simone_Barros Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jul 2026, 09h25
Interior de um restaurante com paredes vermelhas e detalhes dourados, mesas redondas com toalhas brancas e um grande lustre de ferro forjado. À direita, uma pintura histórica mostra um balão de ar quente sobre uma multidão em festa
O café Le Procope em Paris (Simone Barros/Arquivo pessoal)
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Muito antes de se tornarem pontos turísticos, alguns cafés são referências em suas cidades por aspectos culturais, literários e políticos. Frequentados por escritores, artistas, intelectuais e personalidades, esses estabelecimentos preservam até hoje ambientes, a arquitetura e parte de uma história . Entre os mais emblemáticos que valem muito a visita estão: o Le Procope, em Paris, o Café Tortoni, em Buenos Aires, e a Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro, destinos que continuam encantando viajantes em busca de experiências autênticas.

Fachada do restaurante Le Procope em Paris, com toldo azul e letras douradas. Abaixo, janelas exibem pinturas emolduradas sobre fundo vermelho. Na frente, mesas redondas e cadeiras de vime vermelhas e azuis, com neve caindo suavemente
Le Procope – o café parisiense mais antigo em funcinamento (Simone Barros/Arquivo pessoal)

Fundado em 1686, o Le Procope, em Paris, é considerado o café mais antigo em funcionamento contínuo da capital francesa. Localizado no bairro de Saint-Germain-des-Prés, tornou-se ponto de encontro de grandes nomes do Iluminismo, como Voltaire, Rousseau, Diderot e Benjamin Franklin. Durante a Revolução Francesa, figuras como Robespierre e Danton também passaram por suas mesas.

O ambiente preserva o charme do século XVII, com lustres de cristal, espelhos dourados, móveis clássicos e objetos históricos distribuídos pelos salões. Atualmente funciona como restaurante e café, oferecendo pratos tradicionais da culinária francesa, como o célebre Coq au Vin, sopa de cebola gratinada, escargots, foie gras e sobremesas clássicas, entre elas crème brûlée, profiteroles e tarte Tatin.

Interior de um café elegante com teto de vitral iluminado, colunas escuras e paredes com quadros. Clientes sentados em mesas redondas de madeira, enquanto um garçom de terno preto e gravata borboleta caminha pelo corredor central, segurando um pano branco
O tradicional Café Tortoni em Buenos Aires (Simone Barros/Arquivo pessoal)
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Na Argentina, o Café Tortoni é um dos maiores símbolos da vida cultural de Buenos Aires. Inaugurado em 1858 na Avenida de Mayo, o café rapidamente tornou-se ponto de encontro de escritores, músicos, pintores e intelectuais. Entre seus frequentadores estiveram Jorge Luis Borges, Alfonsina Storni, Federico García Lorca, Carlos Gardel e até Albert Einstein, consolidando o local como um verdadeiro patrimônio da cidade.

Seu interior impressiona pelos vitrais, colunas, madeira escura, luminárias originais e pelo elegante salão Belle Époque. Além da arquitetura preservada, o Tortoni mantém uma intensa programação cultural com apresentações de tango em um teatro localizado no subsolo. No cardápio, destacam-se as tradicionais medialunas, churros com chocolate quente, cafés especiais, empanadas, sanduíches e sobremesas típicas argentinas.

Interior de uma confeitaria luxuosa com teto alto, espelhos grandes e detalhes dourados. Mesas redondas com cadeiras de palha e pessoas sentadas conversando. Ao fundo, balcões de vidro exibem produtos, e um mezanino com mais clientes é refletido nos espelhos
Confeitaria Colombo no Centro do Rio de Janeiro (Simone Barros/Arquivo pessoal)
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No Brasil, a Confeitaria Colombo representa um dos maiores patrimônios da Belle Époque carioca. Fundada em 1894, no centro histórico do Rio de Janeiro, tornou-se rapidamente ponto de encontro da elite política, artística e intelectual do país. Personalidades como Olavo Bilac, Machado de Assis, Rui Barbosa, Heitor Villa-Lobos e Chiquinha Gonzaga frequentavam regularmente seus elegantes salões, que permanecem praticamente inalterados desde o início do século XX.

O grande destaque arquitetônico da Colombo são seus enormes espelhos de cristal belga, mobiliário em jacarandá, vitrais, balcões ornamentados e o sofisticado salão principal, considerado um dos mais bonitos do Brasil. O menu reúne receitas que atravessam gerações, como o tradicional chá da tarde, pastel de nata, empadas, croquetes, sanduíches, doces portugueses e brasileiros, além de cafés especiais e pratos executivos.

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