TEATRO

Dois tiras trapalhões

Boas atuações compensam o frágil texto de Assassinato no Motel - Uma Comédia Policial

Por: Carlos Henrique Braz - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪

Danielle Soto / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Ao fazer uma paródia de filmes policiais, um enredo raro nos palcos nacionais, Assassinato no Motel - Uma Comédia Policial tem inegável apelo. Porém, comete certos delitos narrativos que quase põem tudo a perder. Há um abuso de clichês e bordões, e o texto de Fernando Ceylão e Maria Valentim faz no final um retrospecto da trama, um recurso válido nas peças infantis, porém dispensável num espetáculo para adultos. Ainda assim, a montagem desperta interesse. Ela aborda a história de dois investigadores atrapalhados que apuram a morte de uma balconista de sex shop em um quarto de motel. Para desvendar o crime, interrogam sete suspeitos que estavam no local.

Também responsável pela direção, Ceylão acerta ao dividir a encenação entre o palco e outros três pontos do minúsculo Teatro Café Pequeno, conferindo dinâmica à ação. No elenco de oito integrantes sobressaem os intérpretes dos dois agentes, Rafael Infante e Nando Cunha. Este último, que encarna o informante Samuca no seriado Força-Tarefa, explora com gestos e entonação todas as possibilidades de humor do personagem. Os demais atores (Alex Nader, Jaqueline Macóeh, Márcio Kieling, Maria Valentim, Priscila Assum e Tatiana Novais) contribuem com atuações corretas para valorizar a precária dramaturgia.

Assassinato no Motel - Uma Comédia Policial (60min). 16 anos. Estreou em 7/9/2011. Teatro Café Pequeno (100 lugares). Avenida Ataulfo de Paiva, 269, Leblon, ☎ 2294-4480. Quarta e quinta, 21h30. R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 16h (qua. e qui.). TT. Até dia 24.

Fonte: VEJA RIO