TEATRO

Eternos enquanto durem

A companhia Os Dezequilibrados acerta em nova montagem de Amores, encenada por Domingos Oliveira na década de 90

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Ivan Sugahara/divulgaçÃo
(Foto: Redação Veja rio)

Domingos Oliveira e a companhia Os Dezequilibrados estão unidos pelo amor ? melhor seria dizer por Amores, comédia dramática que o autor e diretor encenou com sucesso em 1996, ano de fundação da trupe, agora à frente desta remontagem na Sede das Cias. Sob direção de Ivan Sugahara, o espetáculo mantém, passadas quase duas décadas de sua estreia, o frescor e a inteligência que renderam ao dramaturgo o Prêmio Shell pelo texto. No palco, revela-se um painel de relações afetivas, com todas as suas atribulações tão típicas. Interpretado pelo próprio Domingos na montagem original, e agora por José Karini, Vieira está com o emprego ameaçado, mas sua maior preocupação é controlar o espírito livre da filha, Cíntia (Lívia Paiva). Amigos de Vieira, Telma (Ângela Câmara) e Pedro (Saulo Rodrigues), casados há alguns anos, enfrentam uma crise motivada pelas várias tentativas frustradas de ter um filho. Já Luiza (Ana Abbott), irmã de Telma, se apaixona perdidamente por Rafael (Lucas Gouvêa) antes de descobrir que ele é soropositivo. Habilmente, as histórias dos três pequenos núcleos de personagens vão se entrelaçando ? e o bom ritmo imposto pela direção de Sugahara, aproveitando as possibilidades do amplo cenário e extraindo performances convincentes do elenco, é fundamental para o êxito dessa dinâmica (80min). 14 anos. Estreou em 15/3/2014.

Sede das Cias (50 lugares). Rua Manuel Carneiro, 12 (Escadaria Selarón), Lapa, ☎ 2137-1271. Sábado a segunda, 20h. R$ 1,99. Bilheteria: a partir das 19h (sáb. a seg.). Até 28 de abril.

Fonte: VEJA RIO