DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

Por: Redação VEJA RIO

1 - Levar as crianças ao Munipal para ver Pluft, o Fantasminha

Pluft, o Fantasminha
Peça infantil Pluft, o Fantasminha Theatro Municipal (Foto: Guga Melgar)

Na sua definição mais simplória, um clássico não tem idade. Tome-se por exemplo Pluft, o Fantasminha (✪✪✪✪): a peça escrita por Maria Clara Machado (1921-2001) estreou em 1955, foi traduzida para mais de dez idiomas e voltou ao circuito carioca, com grande sucesso, no ano passado. A montagem que lotou o Tablado em 2013 ganha sessões no Theatro Municipal, no sábado (4) e no domingo (5). No papel do título, Claudia Abreu mora, ao lado da mãe (Graziella Moretta) e do dorminhoco tio Gerúndio (José Lavigne), na casa abandonada usada como cativeiro da doce Maribel (Miriam Freeland). Sequestrada pelo capitão Perna de Pau (Thelmo Fernandes), a menina primeiro assusta o fantasminha Pluft, que morre de medo de gente, mas logo é ajudada pela turma do outro mundo. Dirigida por Cacá Mourthé, a encenação dispensa atualizações — e encanta a plateia, como bom clássico que é (55min). Rec. a partir de 3 anos.

Theatro Municipal (2 244 lugares). Praça Floriano, s/nº, Centro, ☎ 2332-9191, ↕ Cinelândia. Sábado (4) e domingo (5), 17h. R$ 20,00 (galeria) a R$ 60,00 (plateia, balcão nobre, frisa e camarote). Bilheteria: a partir das 10h (sáb. e dom.)

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2 - Assistir à peça O que Você Vai ver

O que Você Vai Ver: nenhum dos atores entra efetivamente em cena ao longo da sessão
(Foto: Carlos Cabéra)

Concebida pela companhia Pequena Orquestra e pela diretora Inez Viana, esta montagem não é exatamente uma peça — e, acredite,não vai aqui nenhum demérito. Trata-se, em definição um tanto livre,de uma experiência teatral inspirada em All That Fall, texto que Samuel Beckett (1906-1989) escreveu para a rádio BBC nos anos 50. Por desejo expresso do autor irlandês, sua família raramente libera os direitos para adaptações que não sejam radiofônicas. Diante desse empecilho, optou-se pela elaboração de uma nova e instigante dramaturgia. Durante todo o espetáculo, o público apenas escuta o elenco (Rodrigo Nogueira, também autor do texto, Michel Blois, Fabricio Belzoff, Nanda Félix, Joana Lerner, Cesar Augusto e Marcelo Valle, amparados pela sonoplastia de Marcelo Alonso Neves). Com as cortinas fechadas, ouvem-se diálogos de uma história meio tragicômica sobre um trem atrasado porque alguém caiu nos trilhos. As vozes, no entanto, parecem ter alguma consciência própria e se descolam de seus personagens. A certa altura, então, tenta-se dar corpo à montagem: o pano se abre e uma estação ferroviária começa a ganhar forma. Mas, como se verá, a existência de uma pessoa em cena é condição primeira para que a sessão seja concluída. Não convém revelar muito mais, sob pena de estragar a surpresa final, mas vale dizer que será necessária a intervenção de alguém da plateia. Curiosamente, sem nenhum integrante do elenco no palco, o espetáculo se revela uma consistente defesa do ator (60min). 14 anos. Estreou em 5/9/2014.

Teatro Ipanema (222 lugares). Rua Prudente de Morais, 824, Ipanema, ☎ 2267-3750. → Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 14h (sex. a dom.). CI. Até domingo (5).

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3 - Conferir as obras da exposição Poster for Tomorrow

Obra pela liberdade de expressão: destaque de autores gregos no acervo
(Foto: REPRODUÇÃO)

Desde 2009, a ONG parisiense 4Tomorrow incentiva pessoas no mundo inteiro, designers ou não, a participar de seu concurso de cartazes. Pelo regulamento, os concorrentes devem estimular o debate em torno de questões sociais. Uma seleção com 100 desses trabalhos, em exposição na Caixa Cultural, alia o esperado engajamento a elementos de beleza e criatividade que valorizam a visita. O acervo é dividido pelos temas abordados nos últimos cinco anos: democracia, educação, liberdade, pena de morte, igualdade de gêneros e moradia. Sempre acompanhadas de legendas com tom de palavras de ordem, há obras atraentes, a exemplo da criação dos gregos V. Liakos, Y. Haralampopoulos e A. Nikou sobre liberdade de expressão — ou melhor, a falta dela. Na ala sobre igualdade de gêneros, sobressai a imagem imponente de uma mulher africana com arame farpado no lugar do colar típico, em pôster assinado pelo chileno Fabian Donoso. 

Caixa Cultural — Galeria 2. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro, ☎ 3980-3815, ↕ Carioca. → Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 12 de outubro.

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4 - Se embalar ao som de Tiago Abravanel 

Tiago Abravanel
(Foto: Divulgação)

Após roubar a cena em arrebatadora interpretação do inimitável Tim Maia (1942-1998), na peça Tim Maia — Vale Tudo, o Musical, Tiago Abravanel cansou de ouvir perguntas sobre quando iria mergulhar fundo na carreira de cantor. O projeto amadureceu e será lançado no Vivo Rio, na sexta (3), primeira escala de um giro por sete capitais brasileiras. Chamar a apresentação carioca de pontapé inicial pode soar como piada de mau gosto, já que o artista quebrou o pé depois de saltar de paraquedas e teve que adaptar o espetáculo para os movimentos limitados de uma cadeira de rodas. Ao lado da atriz Paula Flaiban, Abravanel vai passear por diversos gêneros, fazendo jus ao nome do primeiro single, e também da turnê: Eclético. No roteiro, defende mais de quarenta canções, em blocos que vão do sertanejo ao rock, passando por axé e, claro, um medley em homenagem a Tim Maia. Ator na origem, ele vai incorporar diversos personagens em cena — inclusive o avô Silvio Santos —, como já faz no clipe de Eclético. Outras composições garantidas no repertório de hits são o pagode Marrom Bombom, o axé Canto da Cidade e o hino brega-pop Como uma Deusa, este de peruca  e tudo, em homenagem à cantora Rosana. 16 anos.

Vivo Rio (2 000 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, ☎ 2272-2901. Sexta (3), 22h. R$ 100,00 (setor 4) a R$ 200,00 (camarote A e setor VIP). Bilheteria: 12h/21h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex.). Estac. c/manobr. (R$ 30,00). IR. www.vivorio.com.br.

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5 - Pegar um cineminha com Será que?

Wallace (Daniel Radcliffe) e Chantry (Zoe Kazan): entre  a amizade e o amor
(Foto: Divulgação)

Para os fãs de Harry Potter, será inevitável sentir uma fisgada de nostalgia durante a sessão desta pequena comédia romântica canadense. Isso porque Daniel Radcliffe, o astro da franquia infantojuvenil, interpreta um personagem que soa como uma versão realista, urbana e um pouco mais crescida do bruxinho criado pela escritora J.K. Rowling. Apesar dos esforços recentes para variar o repertório e se mostrar mais adulto, o ator de 25 anos se sai especialmente bem no papel do rapaz um tanto tímido e desastrado. O sentimental Wallace abandona a faculdade de medicina e volta a morar na casa dos pais após o fim de um longo romance com uma colega de turma. Deprimido, ele às vezes sobe no telhado de casa para ouvir uma velha mensagem gravada pela ex. Os dias de tristeza só acabam quando ele conhece Chantry (a graciosa Zoe Kazan,de Ruby Sparks — A Namorada Perfeita), uma jovem espirituosa, criativa, também obcecada pelo filme A Princesa Prometida (1987) e, para azar dele, comprometida com um partidão. Sem outra saída, e disposto a não perdê-la, Wallace se contenta com a amizade. A trama, claro, é pura fórmula pronta, mas até os corações de pedra encontrarão dificuldades para resistir ao carisma do casal. Embalado por uma trilha indie de primeira (selecionada por A.C. Newman, da banda New Pornographers), o filme traz um roteiro tão ligeiro e leve quanto uma partida de quadribol. Direção: Michael Dowse (What If, Canadá/Irlanda, 2013, 98min). 12 anos. Estreou em 25/9/2014.

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Fonte: VEJA RIO