GRANDE PAINEL

Obras de Athos Bulcão ocupam a Caixa Cultural

Especialidade do artista, painéis de azulejos têm destaque na individual

Por: Rafael Teixeira

Athos Bulcão
Painel da Rodoferroviária de Brasília: uma das atrações na mostra, que privilegia a azulejaria (Foto: Reprodução)

Em 1943, já dedicado às artes, após abandonar o curso de medicina, Athos Bulcão (1918-2008) conheceu Oscar Niemeyer. Do arquiteto, recebeu a encomenda de um projeto para os azulejos externos do Teatro Municipal de Belo Horizonte, mas a obra ficou inacabada e a parceria não foi adiante. Dois anos depois, como assistente de Candido Portinari, ele finalmente atuaria na produção de um grande painel, dessa vez para adornar a Igreja da Pampulha, também criação de Niemeyer na capital mineira. Adiante, na construção de Brasília, o talento de Bulcão nessa seara se projetou de maneira inaudita, com a realização de trabalhos que hoje enfeitam diversos prédios públicos do Distrito Federal, entre eles o Aeroporto Juscelino Kubitschek e o Congresso Nacional. Essa faceta da trajetória de Bulcão é privilegiada em Tradição e Modernidade, exposição que a Caixa Cultural abre no sábado (10). O acervo apresentado inclui uma série de reproduções oficiais de trabalhos do artista, entre eles os realizados para a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima e a Rodoferroviária de Brasília, ambas na capital federal, e o Sambódromo carioca.

Caixa Cultural — Galeria 2.Avenida Almirante Barroso, 25,Centro, ☎ 3980-3815, ↕ Carioca. →Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis.Até 8 de março. A partir de sábado (10).     

Fonte: VEJA RIO