CINEMA

O Nordeste nos anos 70

De Pernambuco, chega o premiado drama Tatuagem, estreia de Hilton Lacerca na direção de um longa

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

AVALIAÇÃO ✪✪

Flavio Gusmao
(Foto: Redação Veja rio)

Do Festival de Gramado, Tatuagem saiu com os prêmios de melhor filme (do júri e da crítica), trilha sonora e ator (Irandhir Santos). Além disso, foi laureado com seis troféus no Festival do Rio. Tantos elogios criaram uma grande expectativa. Em seu primeiro longa-metragem sozinho na direção, o roteirista Hilton Lacerda (Amarelo Manga, Febre do Rato) acerta na realização, mas afrouxa na narrativa composta de altos e baixos. O romance entre os protagonistas, infelizmente, dá espaço para apresentações teatrais nas quais a transgressão se faz presente. Excessivos, esses números musicais chegam a cansar. O registro, contudo, traduz bem a época ambientada. No Recife de 1978, o cabaré Chão de Estrelas, liderado por Clécio (Irandhir), recebe os frequentadores com esquetes que anarquizam a ditadura e explicitam o deboche na nudez dos artistas. Pai de um garoto, o trintão Clécio gosta de companhias masculinas na cama e, na primeira oportunidade, seduz Fininha (Jesuíta Barbosa), um soldado de 18 anos. O caso de amor segue em fortes cenas de sexo, embora sem maior liga entre os atores. Direção: Hilton Lacerda (Brasil, 2013, 108min). 16 anos. Estreou em 15/11/2013.

Estação Barra Point 2, Estação Ipanema 1, Estação Rio 2.

Fonte: VEJA RIO