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Confira os 32 filmes no circuito

Os longas Cake, Força Maior, As Maravilhas e Winter Sleep estão entre os mais bem avaliados

Por: Redação Veja Rio - Atualizado em

as maravilhas cena
(Foto: Divulgação)

Os fãs dos filmes de ação tem motivos de sobra para comemorar. Além da estreia Mad Max, os longas Velozes e Furiosos 7 e Os Vingadores - A Era de Ultron estão em cartaz. Entre as outras fitas que agradam o crítico Miguel Barbieri Jr., estão o último documentário dirigido por Eduardo Coutinho, Últimas Conversas, e a comédia dramática Entre Abelhas, de Ian SBF, protagonizado por Fábio Porchat.

Fique de olho na programação completa:

  • Após perder seu trem noturno de volta para Paris, Marc conhece Sylvie em uma pequena cidade francesa. O encontro revela aos dois uma surpreendente afinidade e, juntos, eles andam pelas ruas até o amanhecer conversando sobre tudo, menos sobre si mesmos. Estreia prometida para 30/4/2015.
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  • Drama

    Anna K.
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    É um desastre sem tamanho o primeiro longa-metragem do artista plástico José Roberto Aguilar. Trata-se de uma história original, mas comandada com afetações estéticas, roteiro anêmico, direção de arte e figurinos chinfrins. No drama, o professor de literatura russa Nikitin (papel de Vadim Nikitin) vai ajudar uma mulher que sofre de dupla personalidade. Joana (Leona Cavalli) é Joana e, às vezes, transforma- se em Anna Karenina, a personagem do romance de Tolstói (1828-1910). O tom solenemente teatral da atriz não combina com o modo despojado de atuação de seu único parceiro de cena — e este é apenas um dos problemas. Estreou em 30/4/2015.
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  • Em seu segundo longa-metragem de ficção (e o primeiro lançado por aqui), a diretora Alice Rohrwacher, irmã da atriz Alba Rohrwacher (de A Bela que Dorme), mostra um invejável domínio dramatúrgico em roteiro de sua autoria. O drama As Maravilhas, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2014, remonta ao neorrealismo italiano ao enfocar uma família de humildes apicultores na região da Toscana. Casado com Angelica (Alba), o estrangeiro Wolfgang (Sam Louwyck) é pai de quatro garotas. A adolescente Gelsomina (Maria Alexandra Lungu), a primogênita, encarrega-se dos trabalhos mais pesados, além de ser a cabeça do clã e responsável pelas irmãs. Eles vivem em dificuldades financeiras vendendo mel em feiras e ganham a oportunidade de faturar uma grana extra hospedando um garoto delinquente em recuperação. Além disso, a sorte pode estar ao lado deles quando os produtores de um programa de TV, apresentado por Milly Catena (Monica Bellucci), chegam à cidade para escolher os nativos que melhor representam as origens e tradições do campo. Em registro naturalista, a realizadora monta um painel vivo de uma Itália afogada em sonhos e ideologias (personificada pelo pai) e, na figura de Gelsomina, à procura de saídas para emergir do buraco econômico. Estreou em 16/4/2015.
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  • A DreamWorks vem conseguindo superar em qualidade as animações da Disney/Pixar. Embora Operação Big Hero (do estúdio do Mickey) tenha tirado o Oscar da concorrente (que competia com Como Treinar o Seu Dragão 2), neste ano a DreamWorks já brindou as plateias com o divertido Os Pinguins de Madagascar e, agora, acerta de novo. Ritmo acelerado, piadas bem sacadas, efeito fofura na medida certa e um protagonista carismático são os trunfos de Cada um na Sua Casa, livre adaptação do livro infantojuvenil homônimo, escrito pelo desenhista Adam Rex e lançado no Brasil pela Editora Gutenberg. Praticamente, apenas dois personagens são o centro da trama, mas isso não é sinônimo de tédio para a criançada. O início se dá no planeta dos Boovs, seres baixinhos de seis pernas e cor lilás que vão invadir a Terra. Oh, o personagem principal, destaca-se por ser o narrador e não se encaixar nos padrões de seus semelhantes. Ele é tagarela, inconveniente, destrambelhado e, por todos os seus defeitos, revela-se um Boov diferente, simpático e mais dócil. Quando os alienígenas chegam aqui, todos os terráqueos são removidos para uma parte inóspita do planeta. Oh instalou-se em Nova York e, atrapalhado, enviou uma mensagem para os Gorgs, inimigos número 1 de sua raça. Na missão de corrigir o erro, o pequeno extraterrestre encontra Tip, uma garota em busca de sua mãe, abduzida pelos Boovs. Começa aí uma amizade à força. Estreou em 9/4/2015.
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  • Mais de dez anos depois do término de Friends, Jennifer Aniston ainda é lembrada como a Rachel do seriado. Cake — Uma Razão para Viver, que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro 2015 de melhor atriz, dá uma boa guinada na carreira da estrela. Em papel dramático, sem maquiagem e totalmente entregue à personagem, Jennifer interpreta Claire Bennett. Essa quarentona tem as costas travadas, entope-se de medicamentos para dores e quase não vive sem a ajuda da empregada doméstica (papel da ótima mexicana Adriana Barraza). Como pouco sai de casa, Claire procura saber os motivos do suicídio de uma colega (Anna Kendrick) e encontra o viúvo dela (Sam Worthington), também em crise. O diferencial, além da performance irretocável de Jennifer, está no roteiro, que foge do óbvio e das respostas explícitas e fáceis. Aos poucos, a história se abre ao espectador, revelando detalhes do passado de Claire. Perdas e separações não são assuntos leves, e, por isso, o filme possui um clima pesado, suavizado pelo humor cáustico da protagonista e pelos constantes apelos da história para fazer com que ela supere os traumas. Estreou em 30/4/2015.
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  • Do Festival de Paulínia do ano passado, Casa Grande saiu com os prêmios do júri, ator coadjuvante (Marcello Novaes), atriz coadjuvante (Clarissa Pinheiro) e roteiro. É uma estreia na ficção de muita qualidade do também roteirista Fellipe Barbosa. A bela mansão do título, localizada no Itanhangá, bairro vizinho à Barra da Tijuca, pertence a Hugo (Novaes), um executivo do ramo financeiro desempregado. Vivendo de empréstimos dos amigos, ele se esforça para manter o padrão e a postura de patrão dos tempos de vacas gordas. O protagonista, porém, é seu filho, Jean (Thales Cavalcanti), um adolescente que procura entender a transformação do mundo à sua volta. Ele recorre ao colo da empregada (Clarissa) para desabafar e tenta conquistar uma garota a fim de diferenciar sexo de amor. O Rio de Janeiro dos ricos falidos e da classe média fica registrado numa história de situações triviais que ganha força nos embates familiares e sociais diários. Longe das favelas, lugar-comum no cinema nacional, e mais próximo do cotidiano carioca das telenovelas da Rede Globo, Barbosa traz à tona conflitos comuns e, por isso, de fácil assimilação. Estreou em 16/4/2015.
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  • Documentário

    Cássia Eller
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    Loki — Arnaldo Baptista (2008) foi o primeiro acerto do diretor Paulo Henrique Fontenelle. O segundo ocorre com um novo documentário, Cássia Eller, tributo afetuoso a uma das mais eletrizantes cantoras brasileiras, que morreu, precocemente, em dezembro de 2001, aos 39 anos. O realizador foi atrás de imagens caseiras, feitas em família ou das turnês, e também dos registros nos programas de TV. À tona, vêm as várias faces de Cássia: a mulher tímida diante das câmeras, a intérprete de voz potente e atitudes provocativas no palco, a mãe biológica e dedicada de Chicão, a esposa não muito fiel de Maria Eugênia, sua companheira até a morte. Há também o passo a passo da carreira — dos primórdios num espetáculo de Oswaldo Montenegro ao derradeiro (e espetacular) Acústico MTV, em que mesclou de Edith Piaf (Non, Je Ne Regrette Rien) a Cazuza (Malandragem) e Riachão (Vá Morar com o Diabo). No mais emocionante dos depoimentos, Nando Reis relembra a parceria em hits como O Segundo Sol. Drogas, sexo e rock and roll permeiam a biografia, mas sem muitas polêmicas, justamente para cair no agrado dos fãs. Fontenelle, no entanto, comete um excesso e um deslize: alonga o filme com cenas dispensáveis e, sem nenhuma canção na íntegra, perde a oportunidade de deixar Cássia apenas cantando. Estreou em 29/1/2015.
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  • alvez o maior erro das adaptações dos contos infantis com atores seja “trair” as histórias originais, a exemplo de Malévola e Espelho, Espelho Meu. Cinderela segue à risca o desenho animado da Disney e, por isso, não tem como desagradar. No papel-título, a graciosa Lily James (do seriado Downton Abbey) interpreta Ella, que, após a morte do pai, é obrigada a morar com a segunda esposa dele. A madrasta (papel de Cate Blanchett) mostra-se amigável a princípio, mas, aos poucos, comporta-se como uma víbora, transformando a enteada em sua serviçal. As filhas da megera (Holliday Grainger e Sophie McShera) são igualmente venenosas. O destino da moça, contudo, tende a mudar quando o príncipe (Richard Madden) convoca as mulheres do reino para um baile. O filme tem encanto e magia em porções ideais para fazer brilhar os olhos da criançada. Contribui para o esplêndido visual um time de profissionais de primeira linha, encabeçado pelo diretor de arte italiano Dante Ferretti e pela figurinista inglesa Sandy Powell, a dupla por trás de A Invenção de Hugo Cabret. Estreou em 26/3/2015.
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  • Héctor (Lucio Giménez Cacho) tem 15 anos e, no fim da temporada de verão, vai passar uns dias num hotel do litoral, praticamente às moscas. A companhia de sua mãe, Paloma (María Renée Prudencio), parece ser ideal. Em sintonia, eles matam o tempo esticando-se ao sol e jogando cartas. A entrada da garota Jazmín (Danae Reynaud) na trama de Club Sandwich traz certa desarmonia à relação. Embora com uma premissa atraente sobre a intensidade do amor materno na adolescência, a comédia dramática mexicana fica na superfície da abordagem e, com uma narrativa contemplativa, despreza as palavras mais duras em nome de silêncios descartáveis. Estreou em 9/4/2015.
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  • Ainda é possível lançar um olhar sobre a II Guerra Mundial com originalidade? A resposta encontra-se em O Diário da Esperança, indicado pela Hungria para concorrer ao Oscar no ano passado. Na trama, conduzida com segurança e surpresas por Janos Szász, gêmeos de 12 anos (papéis de András e László Gyémánt) são enviados pelos pais para viver com a avó materna (Piroska Molnár). Lá, a dupla vai comer o pão que o diabo amassou. Amarga, ressentida e sem um pingo de afeto, a velha mora reclusa numa casa decrépita na área rural de um vilarejo e, não à toa, é conhecida como “a bruxa”. Inocentes, os meninos encontram uma nova realidade, que inclui trabalhos forçados, comida da pior espécie e vizinhos aproveitadores, além de bombardeios e mortes. A transformação dos garotos lembra a do personagem de Christian Bale em Império do Sol (1987). Antes frágeis e amorosos, eles ganham coragem no cotidiano violento. O diretor assume um tom frio e áspero para focar um trágico período da história sob a ótica dos pequenos sobreviventes. Estreou em 16/4/2015.
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  • Comédia dramática

    Entre Abelhas
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    Esqueça o Fábio Porchat dos esquetes do Porta dos Fundos, de comédias como Meu Passado Me Condena e do programa de TV Tudo pela Audiência. O humor de Entre Abelhas passa de raspão pelos clichês e pela baixaria para investir num drama psicológico. O início dá sinal de ser igual a tantos outros filmes. Bruno (Porchat) separou-se da mulher (Giovanna Lancellotti) e, com amigos, comemora numa boate de garotas de programa. Com o passar dos dias, a suposta alegria da solteirice vira um pesadelo. De volta à casa da mãe (Irene Ravache), ele sente a solidão bater à porta. O melhor amigo (Marcos Veras) só olha para o próprio umbigo, e Bruno perdeu a vontade de se divertir. O pior está adiante. Numa noite, o protagonista não enxerga um motorista de táxi e, a partir daí, as pessoas, até as mais próximas, começam a sumir. Não se trata de um problema de visão, e sim de fundo traumático, alerta seu psiquiatra (Marcelo Valle). Sim, há motivos para o riso rolar solto, sobretudo nas hilárias aparições do personagem de Luis Lobianco. Ao se aproximar da conclusão, o espectador vai se surpreender. Sem resposta pronta, os roteiristas Porchat e Ian SBF bancam uma história sobre depressão com um desfecho sem concessão e sem se importar em contentar as plateias. Estreou em 30/4/2015.
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  • Durante a II Guerra, cerca de 25 000 soldados brasileiros foram enviados à Itália. A história de A Estrada 47 enfoca o drama de quatro deles. Depois de passar um sufoco no alto de uma montanha, Guima (Daniel de Oliveira), Tenente (Julio Andrade), Laurindo (Thogun Teixeira) e Piauí (o ótimo Francisco Gaspar) encontram abrigo numa casa abandonada. Lá, conhecem um repórter fotográfico (papel do português Ivo Canelas), que vai acompanhá- los numa difícil missão. O quarteto terá de encontrar e desarmar minas terrestres na estrada do título para os americanos chegarem a uma pequena cidade isolada. Em requintada produção de época, bancada por Brasil, Itália e Portugal, a trama tem lá seus momentos de suspense e drama, além de um argumento bastante original no cinema nacional. Contudo, as dificuldades enfrentadas pelo diretor Vicente Ferraz (de Soy Cuba, o Mamute Siberiano), sobretudo nas filmagens sob rigoroso inverno, são refletidas no ritmo trôpego da narrativa — ora o filme dá uma boa arrancada, ora só pega no tranco. Estreou em 7/5/2015.
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  • Comédia dramática

    O Exótico Hotel Marigold 2
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    O primeiro filme reuniu um grupo de atores ingleses da terceira idade em aventuras e desventuras na Índia. Era uma simpática comédia com dramas e romances plausíveis, temperada em locações em Jaipur. Não havia motivo nenhum (a não ser o de caçar níqueis) para o longa-metragem ganhar uma continuação. Quatro anos depois, eis que surge O Exótico Hotel Marigold 2, com o mesmo elenco e a presença caça-mulherada do galã grisalho Richard Gere. Na nova trama, Muriel Donnelly (Maggie Smith) virou uma senhora mais amigável e ajuda o jovem indiano Sonny Kapoor (Dev Patel, numa atuação estridente e insuportável) a tocar seu hotel. Ambos voltam dos Estados Unidos com a esperança de unir o Marigold a uma rede hoteleira americana. Os velhos hóspedes de antes permanecem por lá. Evelyn Greenslade (Judi Dench), aos 78 anos, arrumou um emprego e está sendo paquerada pelo amigo Douglas Ainslie (Bill Nighy). O misterioso escritor Guy Chambers (Gere) caiu de amores pela mãe do proprietário (papel de Lillete Dubey) enquanto o ex-casal Madge (Celia Imrie) e Norman (Ronald Pickup) continua às voltas com amantes e pretendentes. São conflitos banais, muitas vezes tratados com infantilidade, para o ótimo elenco mostrar seu valor. Estreou em 7/5/2015.
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  • Os Bélier moram na área rural de uma pequena cidade da França e, fazendeiros, vendem queijos na feirinha do centro. Como a mãe (Karin Viard), o pai (François Damiens) e o irmão (Luca Gelberg) da adolescente Paula (Louane Emera) são surdos-mudos, ela fica responsável pela comunicação com os clientes. A garota também carrega o peso de falar, literalmente, em nome da família. Vivendo as mudanças hormonais típicas da idade, Paula tem um temperamento instável. Nas aulas de canto, porém, seu talento é descoberto pelo professor (Eric Elmosnino), que a incentiva a participar de um concurso em Paris. O que o destino reserva para uma moça cheia de sonhos, mas presa aos vínculos familiares? Um conflito dramático ganha tratamento bem-humorado, culminando numa sequência musical capaz de aflorar emoção. Em sua estreia no cinema, Louane Emera, descoberta aos 16 anos no programa The Voice, consegue arrebatar soltando a voz em Je Vole (Eu Voo). Estreia prometida para 25/12/2014.
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  • Dono de duas estatuetas do Oscar de melhor ator (por Sobre Meninos e Lobos e Milk), Sean Penn se mete numa roubada em O Franco-Atirador. O astro interpreta Terrier, um mercenário contratado para matar um ministro no Congo. Ele faz o serviço e sai de cena com medo de represália, deixando a namorada para trás (Jasmine Trinca). Anos depois, no mesmo país africano, ajuda uma ONG, quando é vítima de um atentado. Terrier sobrevive e vai atrás de Felix (Javier Bardem), seu antigo contratante e agora um empresário bem-sucedido na Espanha que, surpresa!, fisgou a amada do colega. O diretor francês Pierre Morel tem duas bombas no currículo, Busca Implacável (2008) e Dupla Implacável (2010). Aqui, não chega a realizar algo tão sofrível, mas nem as cenas de suspense e ação conseguem escapar do trivial. Estreou em 7/5/2015. 
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  • Comédia dramática

    Um Fim de Semana em Paris
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    A cena de Bande à Part (1964), de Jean-Luc Godard, não está presente à toa nesta comédia dramática. Além da homenagem explícita ao expoente da nouvelle vague, o filme esbanja influências do movimento que revitalizou o cinema francês na década de 60. Ambientada nos dias de hoje, a trama apresenta o casal Nick e Meg, interpretados por Jim Broadbent e Lindsay Duncan. Para comemorar o aniversário de trinta anos de casamento, estes ingleses desembarcam na capital francesa a fim de resgatar as paixões do passado. Só que nada sai como planejado. O hotel de antes virou uma espelunca e, professores de classe média, eles decidem se instalar num cinco-estrelas e viver como reis por dois dias. O humor domina o enredo em vários momentos, mas, após um encontro com um antigo amigo de Nick (papel de Jeff Goldblum), o roteiro faz um rápido desvio para o drama. Em diálogos calibrados de Hanif Kureishi (o mesmo de Minha Adorável Lavanderia e Intimidade), o filme combina a melancolia da terceira idade com a travessura da juventude. Direção: Roger Michell (Le Week-End, Inglaterra/França, 2013, 93min). 14 anos. Estreou em 2/4/2015.
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  • Candidato da Suécia para concorrer a uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro, Força Maior nem sequer esteve entre os cinco finalistas. Mas tinha qualidades até para levar o prêmio. De um acontecimento inesperado, o diretor e roteirista Ruben Östlund extrai uma reflexão profunda sobre relacionamentos, intimidades entre pares e o papel do homem e da mulher no núcleo familiar. A trama flagra o casal sueco Tomas (Johannes Bah Kuhnke) e Ebba (Lisa Loven Kongsli) chegando a uma estação de esqui nos Alpes franceses, acompanhado dos filhos. A ideia é aproveitar a estada para relaxar, mas, durante um almoço, algo tira a família dos eixos. Uma avalanche, vinda em direção ao hotel, faz com que o marido se separe da mulher. A partir daí, os questionamentos vêm à tona em discussões oportunas, incômodas e necessárias. Estreou 5/3/2015.
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  • Comédia dramática

    Não Olhe para Trás
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    Danny Collins é um astro de rock das antigas. Estourou nos anos 70 com baladas de refrão grudento, passou décadas sem compor canções e continua lotando estádios. Fora do palco, divide uma mansão com uma garota, abusa das drogas e adora carrões. Quem dá vida ao protagonista de Não Olhe para Trás é Al Pacino, num de seus melhores papéis dos últimos tempos. Inspirado em fragmentos da vida do cantor inglês de folk Steve Tilston, hoje com 65 anos, o filme mostra como a rotina de Collins vira do avesso quando ele recebe de seu agente, Frank (Christopher Plummer), uma carta assinada por John Lennon na qual o ex-beatle o aconselha sobre a carreira. Collins toma uma atitude drástica: abandona a turnê, aluga um aposento longe de casa e sai em busca de familiares. Aqui, a fita embala numa jornada comovente de reconquistas. O cantor ganha a companhia de Mary (Annette Bening), a gerente do hotel que resiste às investidas do galã, e do filho (Bobby Cannavale), casado com Samantha (Jennifer Garner) e pai da agitada Hope. Drama e humor na dose correta dão ritmo ao longa. O que sobressai, no entanto, é a química irresistível entre Pacino e Annette. Estreou em 16/4/2015.
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  • Ação / Drama

    Noite Sem Fim
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    O catalão Jaume Collet-Serra é o melhor diretor para fazer de Liam Neeson, de 62 anos, um herói da pancadaria e das fitas de ação — vide a parceria deles em Desconhecido (2011) e Sem Escalas (2014). Noite sem Fim mostras-se ainda melhor e, recheado de reviravoltas, não deixa a peteca cair em quase duas horas. A história, de ritmo alucinante, concentra-se em dezesseis horas, e, logo nos primeiros trinta minutos, um turbilhão de acontecimentos vira do avesso a vida de Jimmy Conlon (Neeson). Esse capanga de um mafioso irlandês (Ed Harris) está sem grana, bebe até dar vexame e coleciona uma série de assassinatos em seu passado. Para resumir a trama e sem adiantar detalhes, dá para dizer que o filho dele (papel de Joel Kinnaman, de RoboCop), um honesto motorista de limusine de Nova York, se enrola numa rede de crimes e será perseguido por policiais e gângsteres furiosos. O pai vai ajudá-lo a sair da enrascada. Embora o conteúdo seja o de rotina, a forma revitalizante da realização do cineasta espanhol faz a diferença. Estreou em 30/4/2015.
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  • Abandonada pela mãe, Kat (Shailene Woodley) passa a morar apenas com o pai e, aos poucos, descobre que há algo estranho no relacionamento do casal. O drama traz Shailene, de Divergente e A Culpa É das Estrelas, num papel atípico em sua carreira. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • Documentário

    O Sal da Terra
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    Indicado ao Oscar 2015 de melhor documentário, O Sal da Terra segue a linha cronológica para apresentar o fabuloso trabalho do mineiro Sebastião Salgado, radicado em Paris. É o diretor Wim Wenders quem narra a trajetória do economista que se exilou na capital francesa em 1973 e, lá, deu início a uma nova profissão. Das emblemáticas fotos de Serra Pelada, passando pelos refugiados africanos, Salgado relembra os momentos enfrentados em suas aventuras pelo mundo. Voltado à recuperação da Mata Atlântica, também se dedica ao Instituto Terra, organização sem fins lucrativos criada por ele e por sua esposa em 1998. Bem resolvido para mostrar a carreira do biografado, o filme, no entanto, passa de raspão por questões afetivas e pessoais. Estreou em 26/3/2015.
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  • O filme traz o relato das transformações do processo socioeconômico brasileiro pontuado por interpretações de um grupo de economistas e historiadores que tem em comum o reconhecimento de que os avanços desde 1930 até os dias atuais não foram suficientes para eliminar algumas características do subdesenvolvimento brasileiro. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • Redator da Rede Globo, Mathias (Bruce Gomlevsky) se suicida em seu apartamento, em Copacabana. O porteiro (Lázaro Ramos) e a mulher dele (Roberta Rodrigues) são os primeiros a encontrar o corpo. Entram, então, na casa outros personagens: o síndico (Otávio Augusto), a esposa dele (Susana Vieira), um agente funerário (Lúcio Mauro Filho), dois policiais (Juliano Cazarré e Thiago Rodrigues)... Em produção modesta e com uma única câmera estática no mesmo cenário, a trama da comédia Sorria, Você Está Sendo Filmado promete ser um teatro gravado nos moldes dos programas Sai de Baixo e Vai que Cola. A intenção do diretor e roteirista Daniel Filho foi, além de original, ousada. É pena que o resultado fique muito aquém das expectativas. O elenco marca boa presença, sobretudo Susana e Cazarré. Infelizmente, o texto não está à altura dos atores. A graça passa de raspão e resta um gosto de constrangimento no ar. Estreou em 7/5/2015.
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  • Documentário

    Últimas Conversas
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    O mais importante documentarista brasileiro, Eduardo Coutinho foi assassinado pelo próprio filho em 2 de fevereiro de 2014. Poucos meses antes, o diretor havia terminado as entrevistas de seu derradeiro trabalho. Últimas Conversas é apresentado como tendo a montagem de Jordana Berg, antiga colaboradora, e finalização do produtor João Moreira Salles. Coutinho, como revela na cena de abertura, não estava contente com o resultado dos depoimentos no quarto dia das filmagens. Resmungão e contrariado, o grande mestre, diante da câmera, questiona até mesmo o próprio futuro. A partir daí, entram em cena adolescentes do 3º ano do ensino médio para contar casos da vida privada. Especialista na abordagem íntima, Coutinho extrai confissões de deixar os depoentes com lágrimas nos olhos — seja para falar de preconceitos, bullying, cota racial ou perspectivas profissionais. O cineasta não deu o ponto-final em seu canto do cisne, mas a fita faz jus à sua filmografia, equiparando- se a obras do nível de Edifício Master e O Fim e o Princípio. Estreou em 7/5/2015.
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  • Personagem do documentário Ela Sonhou que Eu Morri (2011), sobre presidiários estrangeiros no Brasil, o americano Christopher Kirk tem aqui a oportunidade de descrever sua história detalhadamente para os mesmos diretores. Fascinado pela “coleção” de hipopótamos do traficante Pablo Escobar, que ficaram abandonados após a sua morte, Kirk se manda dos Estados Unidos para a Colômbia. Lá, conhece uma mulher misteriosa, filha de um japonês com uma colombiana. Os realizadores entraram em contato com pessoas próximas ao detento na tentativa de localizar a famigerada amante dele. O conteúdo mais palpável, porém, está na longa declaração de Kirk, excelente narrador de sua própria trajetória. Com uma linguagem pop, o filme tem no frustrante (e não menos revoltante) desfecho seu maior deslize. Estreou em 7/5/2015.
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  • A sequência da fita de ação Os Vingadores (2012) reúne mais uma vez a equipe de super-heróis da Marvel. Desta vez, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) terão de salvar o planeta da destruição enfrentando o vilão Ultron. Estreia prometida para 23/4/2015.
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  • Nuri Bilge Ceylan, de 56 anos, é o mais importante cineasta turco da atualidade e um cronista afiado de seu país — vide seus trabalhos em Climas (2006) e 3 Macacos (2008). Winter Sleep, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes no ano passado, tem mais de três horas de duração, recompensáveis ao fi m da sessão. Ambientada na Capadócia, a trama está centrada em Aydin (Haluk Bilginer). Esse ator aposentado e prestes a escrever um livro possui um gracioso hotel, além de ter herdado outras propriedades na região. Aydin leva um cotidiano a passos lentos, ao contrário da esposa (Melisa Sözen), ligada em causas sociais, e da irmã (Demet Akbag), que sente falta da agitação de Istambul. Um fato, porém, vai mexer com a rotina do protagonista. Ex-presidiário, Ismail (Nejat Isler) aluga uma casa dele e está com as prestações atrasadas. Por ver o pai em situação humilhante, seu pequeno filho atira uma pedra no carro de Aydin, detonando conflitos familiares e sociais. O roteiro, inspirado em contos de Tchecov, não rotula os personagens de bons ou maus nem de vilões ou mocinhos. Cada um, à sua maneira, se acha dono da razão diante das contradições da vida. Estreou em 7/5/2015.
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Fonte: VEJA RIO