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Bope é recebido a tiros em operação na Rocinha

Cerco começou na noite de segunda (3), e resultou em intenso tiroteio durante a noite. Não há informações de feridos

Por: Redação Veja Rio - Atualizado em

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Rocinha: comunidade enfrenta momentos de tensão nesta terça (4) (Foto: Felipe Fitipaldi)

A madrugada desta terça (4) foi de tensão na Rocinha. Cerca 150 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), de Ações com Cães (BAC), e do Grupamento Aeromóvel, participam de um cerco à comunidade para combater o tráfico. Os agentes de segurança foram recebidos a tiros por tráficantes, que conseguiram fugir. Um PM, que não teve nome e patente divulgado, teve a mão ferida por um tiro de raspão. Ele foi encaminhado ao hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, onde foi atendido e liberado.

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Segundo informações da PM, um adolescente foi apreendido, mas ainda não há detalhes. A polícia montou um cerco em volta da favela às 22h desta segunda. Mas, devido ao intenso tiroteio, só na favela por volta das 5h30 desta terça. Ainda não já informações sobre apreensões de drogas ou armas.

A operação tem como objetivo apoiar a UPP e foi feita para cumprir mandatos de prisão. Ocupada desde 2012 por uma Unidade de Polícia Pacificadora, a Rocinha sofre com seguidos ataques impostos pelo tráfico.

Como o cerco prosseguiu ao longo de toda manhã, cerca de 900 alunos da rede municipal da região tiveram as aulas suspensas. 

Fonte: VEJA RIO