DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Maior representante da nova safra do fado, o lisboeta António Zambujo volta ao Rio, cidade que lhe é cara, para duas apresentações na Miranda, cada uma com um parceiro: na sexta (17), o virtuose Yamandu Costa, e no sábado (18), o pianista Wagner Tiso. O violonista gaúcho abre a noite inaugural tocando duas canções com o conterrâneo Guto Wirtti (baixo). Promessa do repertório é Cabaret, parceria dos dois músicos, registrada no disco Continente, de Yamandu. Em seguida, Zambujo entra em cena para defender faixas de seu último álbum, Quinto, escoltado por Wirtti e Luis Guerreiro, na guitarra portuguesa. Todos terminam o show juntos, interpretando, entre outras, Eu Já Não Sei, do português. A mesma dinâmica de divisão do palco será repetida no segundo dia, inicialmente com Tiso ao piano tocando Eu Sei que Vou Te Amar ao lado de Guerreiro. Ambos se juntam a Zambujo no encerramento da noite, apresentando, entre outras, Ponta de Areia, de Milton Nascimento. 16 anos.

Miranda (225 lugares). Avenida Borges de Medeiros, 1424 (2º piso), Lagoa, ☎ 2239-0305. Sexta (17) e sábado (18), 21h30. R$ 120,00 a R$ 200,00. Bilheteria: 12h/18h (dom. e seg.); 10h/21h (ter. a qui.); a partir das 10h (sex. e sáb.). IC. www.mirandabrasil.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

Tomando por base um conto da própria lavra, o russo Anton Tchekov (1860-1904) escreveu, em 1887, um drama curto, impregnado de tinta metalinguística sobre o próprio teatro. Na tocante à montagem, dirigida por José Henrique, Ednei Giovenazzi vive o protagonista Vassíli Vassílitch Svetlovíd, ator de larga experiência, como seu intérprete. Esquecido em um camarim onde adormeceu embriagado, ele acorda sozinho e começa a passar em revista seus mais de cinquenta anos de carreira. A melancolia inicial dá lugar à alegria quando surge Nikita Iványtch (Pietro Mário), o ponto, profissional encarregado de soprar as falas ao elenco quando a memória dos atores falha. Tendo-o como público e assistente, Svetlovíd revive clássicos como O Mercador de Veneza, de Shakespeare, e Mozart e Salieri, de Pushkin. Com atuação vigorosa, Giovenazzi entrega uma bela homenagem ao próprio ofício (45min). 14 anos. Estreou em 3/1/2014.

Espaço Sesc ? Sala Multiuso (80 lugares). Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, ☎ 2548-1088. Sexta e sábado, 20h; domingo, 18h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 15h (sex. a dom.). Até dia 26.

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(Foto: Redação Veja rio)

Fenômeno do teatro jovem nos anos 90, a peça da atriz Maria Mariana virou série de TV na mesma década, e agora é transformada em um longa-metragem que atinge seu público-alvo com uma linguagem cativante. Embora haja uns tropeços no início, sobretudo por causa de diálogos vulgares, a comédia dramática ganha prumo quando os romances entram em cena. Trata-se aqui das desventuras e paixões de irmãs que, a pedido do pai (Cassio Gabus Mendes), serão obrigadas a mudar de apartamento para enxugar as despesas. Tina (Sophia Abrahão), a primogênita, é a única a ter uma vida independente e um namorado cuca-fresca (Hugo Bonemer). Enquanto Bianca (Bella Camero) sempre fala às escondidas com seu pretendente, Alice (Malu Rodrigues) quer perder a virgindade. Já a caçula Karina (Clara Tiezzi) anda à procura do primeiro beijo. Na linha dos primórdios da novelinha Malhação, o enredo trata de temas como sexo, gravidez e homossexualidade. Pode parecer, à primeira vista, um resumo de estereótipos da adolescência. Mas, encaminhada com romantismo e graça, a trama reflete um período de incertezas em situações críveis. Direção: Daniel Filho e Cris D?Amato (Brasil, 2014, 96min). 12 anos. Estreou em 10/1/2014.

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(Foto: Redação Veja rio)

Maior mostra desde a inauguração do Museu de Arte do Rio, a coletiva reúne mais de 400 obras de cerca de oitenta artistas, que traçam um panorama da arte experimental pernambucana entre os anos de 1900 e 1980. Trata-se, portanto, de uma riquíssima aula de história da arte da região, para a qual se recomenda uma visita sem pressa. Há pinturas, desenhos, fotografias, vídeos, músicas, registros de performances e documentos, incluindo nomes de peso como Vicente do Rego Monteiro, João Cabral de Melo Neto, Montez Magno e Cícero Dias. É desse último, aliás, o trabalho mais impactante da atração, o monumental painel Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife. Com 12 metros de largura e 2 metros de altura, a obra-prima do autor é repleta de detalhes e levou três anos para ser concluída, de 1926 a 1929.

Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 3031-2741. Terça a domingo, 10h às 17h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos e professores da rede pública, crianças de até 5 anos e pessoas com mais de 60 anos. Até 30 de março.

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(Foto: Redação Veja rio)

O baterista britânico, um dos nomes mais influentes em seu instrumento, é a principal atração da Mostra Internacional de Rock Progressivo, que ocupa a tenda nos fundos do Centro Cultural Banco do Brasil a partir de sexta (17). O festival traz oito atrações nacionais e internacionais, distribuídas em três fins de semana, com ingressos a preços populares. Com cinco décadas de carreira, Palmer integrou bandas como Atomic Rooster e Asia, mas foi por sua atuação no trio Emerson, Lake & Palmer, cujo auge aconteceu em meados dos anos 70, que ficou consagrado no mundo do rock. No sábado (18), ele relembra a época áurea do grupo, escoltado por Paul Bielatowicz (guitarra) e Simon Fitzpatrick (baixo). Serão quase duas horas com músicas do ELP e, segundo ele, adaptações de temas eruditos. 14 anos.

Tenda Centro Cultural Banco do Brasil (600 lugares). Praça dos Correios, s/nº, Centro. Informações, ☎ 3808-2020. Sábado (18), 21h. R$ 10,00. Bilheteria: 9h/21h (fecha ter.). www.bb.com.br/cultura. Até 14 de fevereiro.

Fonte: VEJA RIO