EDIÇÃO DA SEMANA

Beira-mar

Histórias e novidades sobre a sociedade carioca

Por: Carla Knoplech - Atualizado em

Danilo Borges/Retouch: Jujuba Digital/corpo a corpo
(Foto: Redação Veja rio)

O trágico fim de uma megera

Destaque de Amor à Vida na pele da vilã Leila, Fernanda Machado gravou na semana passada sua última participação na novela das 9, cujo capítulo final vai ao ar no dia 31. A atriz se surpreendeu ao saber o destino de sua personagem, que morrerá queimada dentro de uma mansão. "Imaginei que o Walcyr Carrasco fosse dar um fim trágico a ela, mas não dessa forma", reconhece, referindo-se ao autor da trama. "Gravei as cenas pensando no Jack Nicholson em O Iluminado. Fiz uma coisa bem psicopata", conta ela, que viajará para a Califórnia a fim de descansar.

Fernando Lemos
(Foto: Redação Veja rio)

Entrou areia

Desde que revolucionou o mercado brasileiro de moda praia com suas lojas exclusivas de biquínis, a Bumbum Ipanema vive numa montanha-russa financeira. A empresa, que já chegou a ter dez pontos espalhados pelo país, esteve à deriva em 1989, quando seu fundador e diretor criativo, Cidinho Pereira, abalado com a morte da mãe, afrouxou a administração e quase pôs tudo a perder. Pois o momento atual da empresa é igualmente delicado. Nos últimos dois anos, foram fechados seis pontos de venda, inclusive o de Ipanema, restando apenas dois endereços. Criador dos modelos asa-delta e fio-dental, que marcaram época na década de 90, Cidinho reconhece as dificuldades. "Passamos por um grande problema de gestão, com muitas despesas e crescimento desordenado. Mas estamos nos recuperando", diz ele, otimista. Ao menos o verão tem tudo para ajudar.

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Concorrência acirrada na serra

Uma semana após deixar o grupo de sócios da Locanda della Mimosa, pousada gastronômica grifada de Petrópolis, em meados do ano passado, a restauratrice Lilian Seldin já estava envolvida em outra missão. Coube a ela a tarefa de repaginar a La Belle Bruna, em Araras. Com carta branca dos donos, ela mudou toda a decoração, montou o cardápio e treinou os funcionários. "Não copiei nada da Locanda. Tive de me reinventar", diz ela, antecipando-se a possíveis insinuações dos antigos parceiros. Agora, ela monitora a ampliação do estabelecimento, que vai ganhar quatro chalés e uma área para eventos. "É uma nova fase na minha vida", resume.

Fernando Lemos
(Foto: Redação Veja rio)

A temida sai de cena

Depois de anunciar sua aposentadoria na semana passada, aos 90 anos, a rigorosa crítica de teatro Barbara Heliodora faz um balanço das peças que viu no Rio em mais de cinco décadas de ofício.

? A melhor montagem: "Dizer uma só é impossível, mas a que mais me marcou foi a estreia de O Mambembe, no Teatro dos Sete, em 1959. Uma realização inacreditável"

? Uma decepção: "Rei Lear, do Sérgio Britto (1983). Havia muita gente boa no elenco, mas algum engano de direção atrapalhou tudo"

? A melhor adaptação de Shakespeare:

"O Romeu e Julieta do Grupo Galpão, com o uso de músicas brasileiras. Ficou lindo"

? Uma grande atuação: Ítalo Rossi no monólogo Comunicação a uma Academia, baseada num conto de Kafka. Um talento extraordinário"

? Uma peça para esquecer: "São tantas, mas não gosto de bater em cachorro morto"

Fonte: VEJA RIO