O cachorro perfeito

Há cães de todo tipo de tamanho, raça e temperamento. Descubra qual é o ideal para você

Difícil existir amizade mais antiga. Os cachorros são os melhores amigos do homem desde a pré-história. No século 18, já eram reconhecidos como os companheiros mais fiéis e inteligentes, capazes de oferecer carinho e lealdade incondicionais. No século 21, a ciência provou que a interação com animais ajuda a controlar os níveis de estresse e pressão arterial, diminuindo o risco de problemas cardíacos – a conclusão foi divulgada no American Journal of Cardiology. Não há dúvida de que esta é uma amizade que vale a pena. Mas a questão é: como escolher o cachorro que mais combina com a sua rotina?

Regra básica: resista aos impulsos. Lembre-se de que, com o bicho de estimação, vem uma série de responsabilidades – e custos. Clique aqui e veja quanto é preciso desembolsar para ter um cão em casa. Feita a escolha consciente, o passo seguinte antes de curtir o novo amigo é descobrir qual é o cachorro mais adequado ao seu estilo de vida: grande ou pequeno? De pelo curto ou longo? Agitado ou mais sossegado?

Em apartamento

Para pequenos espaços, o ideal é optar por cães menores. A veterinária Ana Maria Dieckmann, especialista em Clínica Veterinária de Pequenos na Faculdade de Veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF), recomenda o poodle, o yorkshire e o lhasa apso, por exemplo. Cães de porte médio, como o beagle e o cocker spaniel, também podem ser criados em apartamentos. O que deve ser levado em conta, na verdade, é muito mais a demanda energética da raça do que o tamanho. “A pergunta a se fazer é: ?posso assumir o compromisso de levar meu cão para se exercitar sempre??”, aconselha a veterinária Alida Gerger, co-autora, ao lado de Alexandre Rossi, do livro Cão de Família (Editora Agir).

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Eles adoram crianças

Cachorros como cocker spaniel, beagle, Jack Russel terrier (ou fox paulistinha, como muitos o conhecem), boxer e dálmata costumam ser a companhia ideal para crianças por serem dóceis e brincalhões. O labrador é outra ótima opção para os pequenos e também para idosos. Pode, inclusive, servir de cão-guia em caso de pessoas com dificuldade de locomoção ou visão prejudicada. “Não aconselho o poodle, porque ele dá trabalho com o pelo e não é tão fácil de manipular. É um cão que pode se estressar com certas brincadeiras”, afirma a veterinária Ana Maria Dieckmann. De acordo com Alida Gerger, no entanto, qualquer cãozinho que seja bem sociabilizado com crianças na fase correta – até os três meses de idade do filhote – é capaz de lidar muito bem com elas.

Para quem mora sozinho

Prefira animais mais independentes, como collie (o famoso cão do filme Lassie), golden retriever e teckel (ou dachshund, também conhecido pelo apelido “salsichinha”). Cachorros sem raça – os famosos vira-latas – também são uma ótima opção. Já o labrador, por exemplo, pode acabar dando trabalho. Se ele não tiver ninguém para brincar e não for adestrado, tende a roer e destruir objetos para aliviar o tédio. Marley & Eu, livro que ganhou filme homônimo estrelado por Jennifer Aniston, reflete bem os estragos que um labrador pode causar.

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Mas lembre-se: o cão é uma espécie social, ou seja, precisa viver em grupo. “Qualquer raça sentirá a ausência prolongada de pessoas. O dono que fica muito tempo fora de casa deve pensar em providenciar uma companhia para o cachorro ou levá-lo a uma creche para cachorros”, sugere Gerger. Se a intenção for viajar bastante com o cão, os de pelo curto podem ser a melhor escolha, como o chihuahua – o simpático cãozinho da série de filmes Legalmente Loira, estrelado por Reese Whiterspoon. Além de exalarem menos cheiro por causa da transpiração, cachorros de pelo baixo sofrem menos com o calor.

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Atenção, cariocas!

Portanto, está aí a dica: se não quiser ver o seu bichinho sofrendo com as altas temperaturas do Rio, a melhor opção é escolher um de pelo curto, como o pinscher. Ou então ajude o seu companheiro mais peludo a enfrentar o clima praiano mantendo-o asseado, sempre seco e livre de partículas excessivas de areia e sal. “Escove o cachorro diariamente, seque-o bem após eventuais banhos de mar e mantenha-o com uma tosa adequada, que permita ao cão, por exemplo, se refrescar com a barriga em contato direto com o chão fresquinho”, ensina Gerger.

Feita a escolha, é hora de buscar o seu cãozinho. Veja as dicas:

– Visite vários canis, pet shops, feiras de animais, criadores e converse com veterinários. Consulte o máximo de fontes de referência possível para colher informações e aumentar suas chances de satisfação com o bichinho.

– Se possível, conheça a família do seu filhote. Observar a saúde e o comportamento dos pais é como enxergar o futuro do seu cão. Criadores sérios evitam o cruzamento de cães que apresentam doenças. Exija o certificado de pedigree.

– Atenção: os vendedores costumam ressaltar as qualidades do animal, mas alguns problemas são visíveis a olho nu, como pulgas e sarna.

– Quer fazer uma boa ação? Adote! Diariamente, a SUIPA resgata, nas ruas do Rio, cerca de 10 animais e recebe, no abrigo, outros 50. Hoje, são aproximadamente 3.500 à espera de um dono.

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