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Uma nova geração de jovens que atuam como DJs anima as pistas cariocas

DJs mulheres ganham espaço em um meio predominantemente masculino e fazem sucesso tocando diferentes ritmos na noite da cidade

Por Thaís Meinicke Atualizado em 2 jun 2017, 12h32 - Publicado em 18 jul 2015, 01h00

Caçula do lendário roqueiro baiano, Vivi Seixas foi a única das três filhas de Raulzito a seguir carreira na música. Se muitos pensavam que seria mais fácil dar continuidade ao legado do pai e investir no rock’n’roll, a jovem toda estilosa, de corpo tatuado e visual moderno, decidiu ir por outro caminho. DJ profissional, ela escolheu dedicar-se à música eletrônica. “É o que me põe para dançar. Foi não só um desafio, mas uma forma de me desvencilhar da imagem do meu pai, dessa responsabilidade de me igualar a ele”, acredita. Cotada para festas em todo o país, com um programa de rádio e escalada para o primeiro dia de Rock in Rio, ela vem conquistando espaço num território, em geral, hostil às mulheres. Na lista dos 100 melhores do mundo segundo a DJ Mag, publicação que é referência no assunto, figuram apenas duas representantes femininas — as duplas Nervo (21ª) e Krewella (33ª). “A presença das mulheres está cada vez maior, mas os homens ainda predominam”, comenta o produtor Bruno Maia, da Orion Branding, responsável pelas festas Nas Internas, Rio Porque Tô no Rio e Carrapetas.

Cix e Yasmin
Cix e Yasmin

Se, na última década, profissionais como Flavia Xexeo e Mary Zander abriram as portas para a ocupação feminina à frente dos toca-discos, hoje há outros nomes que prometem fortalecer ainda mais esse movimento. Entre eles, a dupla Cix & Yasmin. Vencedoras do Prêmio Noite Rio em 2013, as meninas começaram em 2009, quando participaram de um reality show em um canal pago e passaram a receber convites para tocar em eventos. “É um trabalho empolgante. É quase um ciclo de diversão: quando vemos as pessoas curtindo, nós nos divertimos junto”, explica Cecília Papi, a Cix. Dedicadas aos mais variados ritmos, as garotas mostram ainda que discotecar pode ser algo além de mera diversão. “Ser DJ é muito mais que produzir entretenimento. É muito legal, por exemplo, poder revelar nomes que ainda não estouraram”, explica Lili Prohmann, idealizadora da festa de música brasileira Disritmia, que, criada em 2012, chega a reunir, na Pedra do Leme, 5 000 pessoas a cada edição. Independentemente do estilo, a premissa de todas as DJs é a mesma: fazer todo mundo dançar.

Lili Prohmann
Lili Prohmann

 

 

 

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