Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

Três perguntas para Silvero Pereira

Depois do sucesso como Nonato/Elis Miranda na novela A Força do Querer, o ator reestreia BR-TRANS no Teatro Maria Clara Machado

Por Renata Magalhães 6 out 2017, 12h00

O que muda, após a experiência na TV, nesta volta ao espetáculo que lhe deu tanto reconhecimento?
É um retorno para casa. Gloria Perez fez o convite quando me viu em BR-TRANS. Encerrar a novela estando em cartaz é como voltar para meu porto seguro. A Elis Miranda deixa o horário nobre, mas continua existindo nas histórias que apresento no palco, de Gisele Almodóvar e de tantas outras personagens que cruzaram meu caminho e me transformaram.

Como tem sido a reação das pessoas nas ruas?
Como dizia a Rogéria, sou geminiano com ascendente em Leão! Sou muito forte e, assim como acontecia com ela, as pes­soas têm medo de me agredir. No início até tentavam pelas redes sociais, mas perceberam que eu não dava bola. Costumo ser abordado na rua por quem enxerga a personagem em sua essência doce e carinhosa, conversa e pede para tirar foto. Isso demonstra que a história na TV tem atingido o coração das pessoas.

Qual mensagem você quer passar com seu trabalho?
O Brasil é um país atrasado, que sempre fingiu democracia e liberdade. As políticas públicas não estão de acordo com o que se prega de igualdade, e, felizmente, a arte é uma das maiores armas que nós temos para fazer frente a todo tipo de preconceito. Parece clichê, mas minha mensagem é que precisamos colocar a cara no sol! Mostrar que nós, oprimidos, seja pelo que for, não somos minoria. Só unidos conseguiremos alguma mudança.

Publicidade