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Três perguntas para Eduardo Sued

Aos 93 anos, pintor abre mostra com nova linguagem de trabalho

Por Renata Magalhães 15 dez 2017, 13h15

Quem está acostumado com as cores vivas que ornam as pinturas de Eduardo Sued vai se surpreender com as obras inéditas da mostra em cartaz na Mul.ti.plo Espaço Arte. Prestes a completar 93 anos, o artista conversa sobre a sua nova fase, baseada na simplificação.

O que inspirou a nova leva de criações? Assim como Pablo Picasso, Henri Matisse e Paul Cézanne, estou vivendo um momento de simplificação da minha arte. Essa redução norteou os meus trabalhos.

De que forma podemos interpretar a ausência das cores? Também se nota nas cores essa simplificação: onde antes havia uma coleção delas, hoje vemos pouquíssimas. Considero isso suficiente para a expressão de um quadro atualmente. A ideia é que a obra consiga se multiplicar nessa ausência de cores.

Qual dica o senhor daria aos visitantes da mostra? Nesta exposição, o quadro é praticamente ausente, então é preciso ter um olhar apurado para que ele apareça. Espero que o espectador consiga se debruçar nas obras até que haja uma introjeção naquilo que não se vê.

› Mul.ti.plo Espaço Arte. Rua Dias Ferreira, 417, sala 206, Leblon. Segunda a sexta, 10h às 18h30; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até 20 de janeiro.

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