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Três perguntas para Nathalia Timberg

Dirigida por José Possi Neto, atriz estrela "Chopin ou O Tormento do Ideal", peça em que passeia por vinte anos de vida do compositor polonês

Por Renata Magalhães - 9 jul 2018, 08h00

 

 

Selmy Yassuda/Divulgação

Na peça 33 Variações, seu tema era a obra de Beethoven. Agora, a vez é de Chopin. De onde veio a vontade de seguir conciliando duas artes, a cênica e a musical?
Juntar o público de teatro com o da música é um privilégio e um objetivo que busco sempre. É uma mistura muito enriquecedora, que chega a um nível de vibração raramente atingido. Não à toa, as pessoas saem tão mexidas. Mas, assim como em todos os projetos que procuro, senti a necessidade de expressar o que ele significava.

A que se pode atribuir esse estado de comoção da plateia?
A peça fala diretamente à sensibilidade que existe em cada um de nós, tão agredida nos dias de hoje. Mostramos em cena vários testemunhos sobre Chopin, inclusive dele mesmo, através de sua correspondência. E a descoberta deste gênio vai mexer com cordas que estão precisando muito ser vibradas. A plateia quase não respira, o resultado é mágico.

Para quem tem tanta experiência acumulada nos palcos, ainda há espaço para algum nervosismo antes da estreia?
No dia em que eu perder esse nervosismo não faço mais teatro. Nenhum artista que participa de um projeto se envolve de forma parcial, ele é inteiro. O momento que estou vivendo é pleno e é o que me permite estar por aqui ainda.

› Teatro Maison de France. Avenida Presidente Antônio Carlos, 58, Centro. Sexta a domingo, 19h30. R$ 80,00. Até o dia 29. Estreia no sábado (14).

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