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Trans Carol Marra fala sobre cirurgia, preconceito e feminismo

Leia na coluna Beira-mar

Por Daniela Pessoa - 9 out 2017, 10h00

Primeira transexual brasileira a mudar o nome nos documentos oficiais, a atriz Carol Marra, que acaba de passar pela cirurgia de redesignação sexual, conquistou outro feito: é a mais nova embaixadora da Redken, marca de produtos para cabelos da multinacional francesa L’Oréal. Em outubro, ela participa de uma campanha de prevenção do câncer de mama, e falou a respeito disso a VEJA RIO.

Deve ser uma grande conquista para você falar à população sobre uma doença que acomete tantas mulheres, não? É, sim, e olha que coincidência: meu primeiro papel na TV, na série Segredos Médicos, foi uma trans que teve câncer de mama. Quase ninguém sabe, mas os homens também podem ser acometidos pela doença. Essa é uma luta de todos e de todas.

Dizem que a cirurgia de redesignação é muito sofrida. Como foi para você? O primeiro mês foi o mais terrível, porque é muito dolorido e você fica ligada a uma sonda urinária. Foi um período de muita angústia e solidão. Tive vontade de morrer em alguns momentos, em outros me arrependi de ter feito o procedimento. Hoje, quatro meses depois, passaria por tudo de novo.

Podemos dizer que você ganhou uma nova virgindade? Celulites também (risos). Engordei 7 quilos depois da cirurgia, mas já voltei à academia. Ainda não perdi a virgindade, porque sou uma mulher bem à moda antiga. Mulher, para mim, tem de se dar ao respeito. Acho que as meninas perderam um pouco isso hoje. Faço questão que o homem abra a porta e pague a conta.

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