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Escola de Artes Visuais do Parque Lage lança seminário on-line grátis

Parceria com Instituto Rubens Gerchman vai abordar pedagogias experimentais no ensino artístico a partir desta quarta (16)

Por Marcela Capobianco
15 set 2020, 11h04
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  • Palacete do Parque Lage em meio à mata atlântica, em foto aérea
    EAV do Parque Lage: início do semestre terá aulas abertas ao público pela internet (Felipe Azevedo/Divulgação)

    Começa nesta quarta (16) o seminário público on-line Emergência e Resistência – Pedagogias Radicais, série de encontros gratuitos sobre pedagogias experimentais no ensino das artes, organizado pela Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), em parceria institucional com o Instituto Rubens Gerchman.

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    O seminário vai antecipar o lançamento do livro Espaço de Emergência, Espaço de Resistência – Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1975-1979), uma Experiência Radical e Coletiva Idealizada e Dirigida por Rubens Gerchman, previsto para dezembro, no palacete do Parque Lage. A publicação, que tem organização de Clara Gerchman, Isabella Rosado Nunes e Sergio Cohn, aborda o projeto pedagógico-artístico de Rubens Gerchman (1942-2008), fundador e gestor da EAV Parque Lage.

    “Estamos realizando dois desejos de Rubens Gerchman: o lançamento do livro e um amplo debate sobre arte e educação. Além de homenagear o artista, estamos destacando o valor que a escola do Parque Lage tem até hoje”, comenta Clara Gerchman, diretora do IRG.

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    O ciclo de debates on-line pretende investigar experiências e exemplos pedagógicos radicais conectados a instituições, artistas e professores no Rio, no Brasil e na América Latina. É pauta do seminário o questionamento à compreensão do Sul como a região que concentra espaços ainda vistos como periféricos e aos quais falta maior visibilidade por parte do Norte e suas esferas dominantes.

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    Carrilho ressalta que uma escola que se pensa no seu tempo não pode adotar a resistência apenas como um adjetivo historicizado: “A EAV, fundada durante o regime militar, a Escola de Valparaíso, no Chile, e o Instituto de Di Tella, na Argentina, reverberam um período em que a pedagogia e os espaços de arte precisaram tomar uma atitude radical frente ao totalitarismo. Me parece que essa é a pertinência de atualizarmos esses exemplos históricos, revisitando-os e compreendendo que compromissos temos hoje ao fazer arte, educação e cultura”, reflete o curador.

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    O primeiro encontro, que acontece nesta quarta (16), das 15h às 17h, vai falar sobre as pedagogias nas artes, dentro do campo das experiências latinas. A transmissão acontece pelo aplicativo Zoom e também pelo canal do YouTube da EAV. A mesa será composta pelos curadores Marcelo Campos e Inés Katzenstein, e pelo artista chileno Felipe Mujica. Também participam a pesquisadora Raquel Barreto, a curadora mexicana Paola Santoscoy e o crítico e curador argentino Santiago Navarro, que terão como função provocar o debate, disparando questões para este
    primeiro ciclo.

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    Os encontros seguintes, que acontecem em 14 de outubro e 4 e 25 de novembro, buscam aprofundar as experiências brasileiras, cariocas e as escolas enquanto projetos de artistas, respectivamente, sempre das 15h às 17h.

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