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Príncipe russo termina na delegacia após briga com amante no Rio

Registrado em 1926, caso não foi resolvido e a dúvida persiste até os dias de hoje

Por Rafael Sento Sé - 10 nov 2017, 07h30
Paulo Gagarin/Reprodução

O título de nobreza que acompanha a assinatura do pintor russo Paulo Gagarin (1885-1980) em muitas de suas telas é motivo de uma polêmica histórica, que ganha os holofotes com a celebração do centenário da Revolução Russa. Nascido em São Petersburgo, o artista teria emigrado de seu país natal por causa da perseguição bolchevique. Impressionado com a exuberância tropical, o príncipe Gagarin se estabelece no Rio em 1921 e casa-se dois anos mais tarde com uma carioca. Só que em 1926 uma briga amorosa com a amante, uma dançarina inglesa, põe em xeque a sua nobreza. A polícia decide investigar o membro do tradicional clã Gagarin, que, para se defender, visita a redação do Correio da Manhã com documentos comprobatórios de sua ascendência. O caso não foi resolvido e a dúvida persiste até os dias de hoje.

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