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Pedro Kosovski dirige o pai, Ricardo, em corajosa montagem

Laços de família são levados ao extremo em peça que celebra a superação de uma doença

Por Renata Magalhães - 9 fev 2018, 12h35

 Tripas. Calcada em angústias reais, a dramaturgia do espetáculo foi desenvolvida por Pedro Kosovski, após a recuperação de seu pai, vítima de uma crise de diverticulite aguda que o deixou entre a vida e a morte. Essa fronteira é representada de forma literal, ganha aspecto geográfico, no solo estrelado por Ricardo Kosovski: enquanto interpreta palavras escritas pelo filho sobre o tempo que passou internado, o ator busca cativar observadores internacionais (a plateia) que podem decidir seu destino no Golfo de Ácaba, porção do Mar Vermelho que banha Israel, Egito, Jordânia e Arábia Saudita. Incômoda e mesmo chocante em pontos cruciais, a peça também emociona quando se coloca como uma celebração da vitória sobre a doença (60min). 16 anos. Teatro Poeirinha. Rua São João Batista, 174, Botafogo. Quinta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 50,00. Até o dia 25.

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