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Peça dirigida por Lázaro Ramos abre discussão sobre preconceito

"O poder reflexivo do texto, associado às belíssimas cenas criadas com o auxílio da dramática iluminação de Paulo Cesar Medeiros, vale a sessão"

Por Renata Magalhães - 24 nov 2017, 16h55

 O Jornal. No primeiro trimestre de 2017, o Brasil apareceu em primeiro lugar no ranking dos países que mais matam LGBTs no mundo. Diante disso, não parece haver momento mais propício para a estreia do premiado espetáculo assinado pelo dramaturgo britânico Chris Urch. Inspirada em um episódio real, em que o jornal ugandense The Rolling Stone incitou a perseguição e o assassinato de 100 homossexuais, a trama levanta ainda questões raciais e religiosas. Com uma história acessível e inteligente, a peça ganhou direção de uma dupla de peso: Lázaro Ramos e Kiko Mascarenhas dividiram a função. Mesmo que o elenco não se mostre tão afiado, o poder reflexivo do texto, associado às belíssimas cenas criadas com o auxílio da dramática iluminação de Paulo Cesar Medeiros, vale a sessão (90min). 14 anos. Teatro Poeira. Rua São João Batista, 104, Botafogo. Quinta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 80,00. Até 25 de fevereiro.

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