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Paulo Barros deixa a Portela após tornar a escola campeã

No Carnaval 2018, o carnavalesco vai assinar o desfile da Vila Isabel

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 6 mar 2017, 16h46 - Publicado em 6 mar 2017, 15h06

Após quebrar o jejum da Portela de 33 anos sem títulos, e sagrar a escola campeã do Carnaval 2017, Paulo Barros anunciou nesta segunda (6) que deixa a agremiação de Madureira para assumir o enredo da Vila Isabel em 2018. Tetracampeão no Grupo Especial (as outras três vezes foram pela Unidos da Tijcua), o carnavalesco agradeceu o carinho da turma portelense e disse ter realizado um sonho de criança. A Portela, cujo desfile Barros assinou pelo segundo ano consecutivo, levou para a avenida um enredo inspirado na música Foi um Rio que passou em minha Vida, de Paulinho da Viola, ilustre portelense.

Nos bastidores da Portela, comenta-se que a situação financeira da escola é gravíssima. O cenário se tornou ainda mais periclitante depois da morte do ex-presidente da agremiação, Marcos Falcon, assassinado durante a campanha eleitoral na qual disputava para vereador do Rio. A possível penúria no próximo ano e o endividamento crescente inviabilizariam novos projetos grandiosos de Barros, que teria então optado pelo afastamento. Enquanto isso, na Vila Isabel, o bicheiro Capitão Guimarães vem demonstrando boa vontade em arcar com os custosos devaneios do carnavalesco.

Reconhecido pela ousadia e inovação nos desfiles, Paulo Barros começou a carreira como carnavalesco em 1994. De lá para cá, levou para a Sapucaí um carro de cabeça para baixo, uma pista de esqui, fez uma réplica do DNA humano usando corpos pintados, “arrancou” a cabeça dos integrantes da comissão de frente e conseguiu fazer foliões trocarem de roupa em plena avenida como num passe de mágica.

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