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Nuzman vai para sexto mandato no Comitê Olímpico do Brasil

Ele foi o único candidato registrado para o pleito realizado na sede do COB, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 5 dez 2016, 11h01 - Publicado em 4 out 2016, 16h23

Presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) desde 1995, Carlos Arthur Nuzman foi reeleito nesta terça (4) para seu sexto – e último – mandato à frente da entidade. Ele foi o único candidato registrado para o pleito realizado na sede do COB, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Nuzman terá como vice Paulo Wanderley Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e que está sendo preparado para sucedê-lo no comitê a partir de 2020. A reeleição do dirigente, contudo, corre o risco de ser anulada pela Justiça.

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Principal opositor de Nuzman, Alaor Azevedo, que preside a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), chegou a ter duas liminares a seu favor deferidas pela Justiça do Rio. Ele entrou com ação questionando o prazo exigido pelo COB de seis meses de antecedência para o registro de candidaturas. As liminares foram derrubadas em agosto. Agora, Azevedo espera pelo julgamento do mérito da ação.

Caso o novo mandato de Nuzman seja referendado pela Justiça, o dirigente poderá completar 25 anos à frente do COB. Para isso, bastará concluir o próximo quadriênio. Em 2020, o dirigente não poderá mais concorrer porque uma lei sancionada em 2013 pela ex-presidente Dilma Rousseff proibiu a reeleição à presidência de entidades esportivas por mais de duas vezes. É possível, no entanto, que Nuzman se licencie do cargo antes do fim do próximo mandato e abra espaço para Paulo Wanderley. Isso porque o atual presidente – que dirige também o Comitê Rio-2016 – almeja assumir o comando da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), entidade que rege o esporte no continente. 

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