Clique e assine por apenas 4,90/mês

Começa a segunda edição do Festival Midrash de Teatro

Evento traz espetáculos para todos os gostos, em mais de 40 apresentações

Por Renata Magalhães - Atualizado em 5 dez 2016, 11h27 - Publicado em 25 jun 2016, 01h00

A partir do dia 3 de julho, o Midrash promete agitar o bairro do Leblon com a segunda edição do festival de teatro do centro cultural. Rabino Nilton Bonder, idealizador do evento, foi inspirado pelo Festival de Avignon, na França. Durante o mês, mais de 40 apresentações serão realizadas, desde trabalhos novos e independentes até clássicos contemporâneos, passando inclusive por títulos destinados a criançada.  

Confira a programação completa:

3 de julho, 18h

Pelo Buraco da Fechadura

Com direção de Helyane Silsan, a peça conta a história de dois amigos (Raul e Olegário), que viviam juntos, mas devido aos acasos da vida, acabaram se distanciando por alguns anos. Até que em certo dia eles se reencontram no bordel de Madame Cri – Cri e começam a viver novas aventuras.

3 de julho, 20h

Uma Ilíada

Com texto adaptado da Ilíada de Homero e traduzido por Geraldo Carneiro especialmente para esta montagem, a peça traz o ator e diretor Bruce Gomlevsky sozinho em cena, revivendo a tradição dos antigos contadores de histórias em texto que narra a Guerra de Troia.

4 de julho, 19h

Se Vivêssemos Em Um Lugar Normal

A peça é a primeira adaptação para o teatro da obra literária homônima do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos. Interpretada por Roberto Rodrigues, a história narra a saga de Orestes, um dos sete filhos de uma família cujo pai é um professor de educação cívica, mestre em propagar todo tipo de impropérios, e a mãe, uma típica personagem de dramas mexicanos.

4 de julho, 21h

Blackbird

Inspirada em um caso real de pedofilia, Blackbird aborda um tema de caráter social, ético e moral, através de um homem de 56 anos e uma jovem de 27, que se reencontram 15 anos depois de terem vivido uma relação amorosa, quando ela tinha apenas 12 anos e ele 41. Com direção de Bruce Gomlevsky, o drama contundente discute as consequências a longo prazo do abuso sexual.

5 de julho, 19h – Se Vivêssemos Em Um Lugar Normal

5 de julho, 21h – Blackbird

6 de julho, 19h

Chabadabada

O monólogo musical é baseado em três livros do jornalista e escritor Xico Sá, Chabadabadá, Modos de machos e modinhas de fêmeas e no inédito Os Machos Dançaram, o personagem do “Macho-Jurubeba” está perdendo território para o sujeito contemporâneo, que teme amar e aposta no amor líquido, ou seja, na fragilidade dos laços humanos e em relacionamentos descartáveis. Direção de Thelmo Fernandes.

6 de julho, 21h

Estudo para Missa para Clarice

O diretor e ator Eduardo Woitzik reuniu e editou textos da escritora Clarice Lispector (1920-1977) que têm em comum o sagrado como tema. O resultado é este drama, um questionamento sobre a condição humana. Em cena, um arauto (o próprio Woitzik) e duas beatas (Cristina Rudolph e Natally do Ó) compõem um ritual ao som da música de Henryk Górecki (1933-2010), compositor polonês

7 de julho, 19h – Chabadaba

7 de julho, 19h – Estudo para Missa para Clarice

10 de julho, 16h

As Aventuras do Menino Iogue

O musical baseado no livro de Antonio Tigre conta a viagem do príncipe indiano Shridhara após receber o chamado de um homem mágico. Rumo à montanha sagrada do Himalaia, Shridhara recebe a ajuda de deuses e aprende o grande segredo do universo através da ioga.

11 de julho, 19h

Adélia

Em meio a roupas penduradas no varal e bacias cheias d’água, a peça muda o cotidiano de uma dona de casa através de textos de Adélia e as atrizes Bela Carrijo, Fernanda Boechat e Gaby Haviaras transformam esse cotidiano em poesia e criam um diálogo entre o sagrado e o profano.

11 de julho, 21h

Meu Caro Amigo

Kelzy Ecad idealizou o monólogo musical e encomendou a Felipe Barenco um texto sobre uma apaixonada fã de Chico Buarque. A própria atriz dá vida à Norma, uma mulher de 50 anos que divide com o público suas memórias familiares e lembranças do grande amor de sua vida. Vinte e uma músicas do cantor integram o espetáculo, das quais dez são cantadas ao vivo e as demais aparecem em gravações. O pianista João Bittencourt escolta Kelzy. Direção de Joana Lebreiro.

12 de julho, 19h – Adélia

12 de julho, 21h

Um Recital à Brasileira

As atrizes Elisa Lucinda e Geovana Pires derramam sobre os espectadores um olhar brasileiro sobre a obra de grandes poetas da língua portuguesa. Adélia Prado, Manoel Alegre, José Régio, Mário Quintana, Bocage, Camões e a própria Elisa Lucinda integram, junto com Fernando Pessoa a lista dos poetas falados.

13 de julho, 19h

Rosecrants e Guildenstern Estão Mortos

Com direção de Breno Sanches, três atores encenam a peça escrita pelo inglês Tom Stoppard, que mostra o ponto de vista desses dois personagens coadjuvantes da tragédia Hamlet de William Shakespeare. A partir dessa releitura, a Cia Teatral Milongas realiza um jogo de cena em que os atores interpretam diversos personagens e convidam o público para vivenciarem experiências em busca de respostas sobre a arte e a morte.

13 de julho, 21h

O Filho Eterno

Com direção de Daniel Herz, a peça é o primeiro monólgo da Cia dos Atores de Laura e marca também o aniversário de 20 anos do grupo. A trama narra as dificuldades de um pai, interpretado por Charles Fricks, em lidar com o filho que nasce com síndrome de Down.

14 de julho, 19h – Rosecrants e Guildenstern Estão Mortos

14 de julho, 21h – O Filho Eterno

17 de julho, 16h

A Semente Não Mente

Peça é uma livre adaptação do conto chinês O Pote Vazio. Trata-se de uma fábula sobre o valor da honestidade e da dedicação, abordando também a importância do cuidado com a natureza. A história gira em torno de uma criança que herda um reino como recompensa pelo forte caráter. As crianças são estimuladas a interagir com as atrizes e, aprenderem a fazer flores de origame durante o espetáculo e ao fim da apresentação todas recebem sementes de árvores brasileiras para levar para casa. Podendo dar continuidade a experiência em seus lares e aprendendo na prática as noções de cultivo, paciência e perseverança.

17 de julho, 18h

O fantasma Autoral – A história de um diretor e seus conflitos

Ao se deparar com a falta de verba para fazer sua peça, Miguel, um famoso diretor teatral, consegue um patrocinador, Antônio, que se torna o produtor da peça. Porém, Antônio, começa a interferir no texto da peça, modificar cenas e inserir a sua marca nos cenários. Apesar de ser contra, Miguel aceita as interferências de Antônio, mas em contrapartida começa a ser assombrado por Plínio Marcos, e os personagens mortos, Tonho e Paco, que começam a brigar pela fidelidade da obra.

17 de julho, 20h – Uma Ilíada

18 de julho, 19h

Dois Perdidos Numa Noite Suja

A peça retrata a relação de amor e ódio entre Paco (Bruno Sobral) e Tonho (Pedro Prado). Tonho é a personificação do trabalhador brasileiro, que sonha ser alguém na vida. Paco representa o anseio de qualquer artista por seu espaço. Ambos desejam uma vida melhor, mas justificam seu fracasso à ausência de um objeto material: falta a Tonho um sapato apresentável, que lhe ajude a conseguir um emprego digno, e falta a Paco uma flauta, que pode fazê-lo retornar à sua vida artística. Durante a ação, as relações de poder se invertem sucessivamente, e a condição de miséria extrema em que os personagens se encontram os conduz à violência extrema e à beira da loucura. Os dois se odeiam, mas não conseguem se separar. Afinal essa conturbada relação é tudo o que lhes resta.

18 de julho, 21h

Pequenos Poderes – Uma Comédia Ácida Sobre Relações Humanas

Assinado por Diego Molina, o espetáculo teatral é uma comédia ácida e irônica que fala sobre a ruptura de valores em nossa sociedade através de cinco histórias que se entrelaçam a partir de um mesmo mote. Com direção de Breno Sanches, a peça segue uma estrutura dramatúrgica inspirada em filmes como Babel, Crash – No limite e Relatos Selvagens, em que diferentes histórias são costuradas a partir de uma mesma temática.

19 de julho, 19h – Dois Perdidos Numa Noite Suja

19 de julho, 21h – Pequenos Poderes – Uma Comédia Ácida Sobre Relações Humanas

21 de julho, 21h

Quando Vier a Primavera

O espetáculo conta a história de Gustavo, um estudante de literatura que apresenta a obra de Fernando Pessoa às damas de um bordel. Os poemas impulsionam situações e histórias intrigantes, belas, cômicas entre os personagens e aproximam o público da obra do poeta português. 

24 de julho, 16h

Sherazade – A Rainha do Saara

Sherazade é uma muçulmana revendedora de artigos da Saara, no Centro do Rio. Todas as noites, seu filho Nassim pede que a mãe conte histórias e, com muita imaginação, eles “viajam” para lugares como a antiga Pérsia e o Egito.

25 de julho, 19h

Carolina Maria de Jesus – Diário de Bitita

Carolina Maria de Jesus, autora nascida em Sacramento, MG, foi uma mulher negra, pobre e favelada, que sustentava a casa como catadora de papel. Mesmo com pouca escolaridade passou a anotar suas memórias em cadernos encontrados nos lixos de São Paulo na favela do Canindé. Descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, repórter da Folha da Noite, Carolina teve suas anotações publicadas em 1960 no livro Quarto de Despejo, que vendeu mais de cem mil exemplares e traduzida para 29 idiomas. Sua obra também virou filme e tema de pesquisas acadêmicas. O livro “Diário de Bitita”, texto inédito no Brasil, está sendo adaptado para o teatro com o título “Carolina Maria de Jesus, Diário de Bitita”, que é um registro de suas lembranças da infância, as dificuldades da realidade da favela. Carolina é de extrema relevância para nossa sociedade, ela fala de tanta coisa importante (superação, reciclagem, lixo, discriminação racial, Carolina é a própria reciclagem pelo fato de ela ter extraído poesia do lixo).

25 de julho, 21h

A Sobrancelha É O Bigode Do Olho – Uma Conferência Do Barão De Itararé

O monólogo interpretado por Márcio Vito recria uma conferência do Barão de Itararé, personagem humorístico do jornalista Apparício Torelly, criado nas décadas de 30 e 40 do século passado. O fictício barão era o diretor do jornal A Manha (uma brincadeira com o jornal “A Manhã", de grande circulação na época) e autor de tiradas sobre a situação política da época, com uma comicidade reflexiva que reverbera até os dias atuais. Com humor e clareza, Apparício Torelly tinha o dom de elevar qualquer debate público ao patamar da verdade.

26 de julho, 19h

O Alienista

O Dr. Simão Bacamarte ao tentar estabelecer a fronteira entre loucura e razão funda a um hospício e interna quatro quintos da população, que indignada se revolta e instaura o caos. Porém o impetuoso médico não abre mão de suas convicções e formula as mais complexas teorias sobre a insanidade e métodos para sua cura. Chega a uma surpreendente conclusão, cujas consequências são ao mesmo tempo glória e tragédia para o próprio médico.

26 de julho, 21h

Calango Deu

Com seu sotaque do interior, Dona Zaninha (Suzana Nascimento) costura histórias de amor, de assombração, de padres e beatas que vivem em sua terra. A personagem é inspiradanas simpáticas senhorinhas mineiras – muito religiosas, comum “pezinho” na benzeção e conhecimentos baseados em suas vivências.

27 de julho, 19h

Viúvas de Maridos Vivos

Na peça, três mulheres de diferentes classes sociais, culturais e com diferentes objetivos de vida, não interagem entre si, mas mesmo assim estão ligadas por fatos e situações que as levam a sentir desejos e emoções parecidos. Uma amou demais, uma amou de menos e a outra nunca amou em sua vida. Osminda (“A espera”) é uma mulher de classe média, casada e muito sensível; Suely (“A mudança”) é uma mulher humilde, sem estudo e sem educação que busca o “bem estar” tão sonhado; e Renata (“A Vitória”), que sempre desejou o poder, é uma pessoa de classe alta,

27 de julho, 21h – Calando Deu

28 de julho, 19h – Viúvas de Maridos Vivos

28 de julho, 21h

O Narrador

Com texto e direção de Diego Liberano, o espetáculo-performance traz a narrativa de Liberano sobre lembranças ligadas à morte de parentes e amigos.

31 de julho, 16h – Sherazade – A Rainha do Saara

31 de julho, 18h

Retratos

A obra da artista americana Cindy Sherman – que se auto-fotografa personificando personagens fictícias em diversas situações – é o ponto de partida do solo de dança-teatro, com a bailarina Carolina Cony.

31 de julho, 20h

Hominus Brasilis

Sobre uma plataforma de dois metros e usando o trabalho do corpo somado à sonoplastia vocal, quatro atores contam a história da Humanidade, do Big Bang até

 

Festival Midrash De Teatro. Rua General Venâncio Flores, 184, Leblon, ☎ (21) 2239-1800. R$ 40,00. Bilheteria: a partir das 14h (dom. a qui.). Até 31 de julho.

Publicidade