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Livros históricos chegam ao Real Gabinete Português, no Centro

Tesouro de mais de 20 000 volumes, que pertencia à Gama Filho, foi disputado judicialmente por Portugal e Brasil

Por Rafael Sento Sé - 15 jul 2017, 08h01
Reprodução/Reprodução

Deposto pela Revolução dos Cravos, em 1974, Marcello Caetano (1906-1980) exilou-se no Brasil. Na bagagem, o último líder da ditadura salazarista, que dominou Portugal por décadas, trouxe uma formidável coleção de livros. Para preservá-la, doou o tesouro de mais de 20 000 volumes à Universidade Gama Filho, onde deu aulas de direito. Ele não podia imaginar, no entanto, a derrocada da instituição. Parte da massa falida da universidade, descredenciada pelo Ministério da Educação em 2014, esse rico patrimônio, com preciosidades como Ordenações e Leys do Reyno de Portugal Confirmadas e Estabelecidas pelo Senhor Rey D. João IV, de 1695 (foto), foi disputado pelos governos do Brasil e de Portugal, com a intervenção direta do presidente do país europeu, Marcello Rebelo de Souza. Chegou-se a um consenso, determinado pelo Tribunal de Justiça: a coleção fica aos cuidados do Real Gabinete Português de Leitura, no Centro, dono do maior acervo de autores lusitanos fora de Portugal.

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