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Inspirada em mito grego, excelente peça volta ao Rio

Erom Cordeiro e Ravel de Andrade protagonizam o espetáculo Laio e Crísipo

Por Renata Magalhães - Atualizado em 19 jan 2017, 19h11 - Publicado em 19 jan 2017, 19h10

Muito bem avaliada plea VEJA RIO, a peça Laio e Crísipo volta a fazer temporada no Rio de Janeiro, desta vez no Teatro Glauce Rocha. Até o dia 29, é possível acompanhar a releitura do mito que acompanha a juventude de Laio, futuro pai de Édipo. Em cena, a trama narra a polêmica paixão entre ele e Crísipo, jovem príncipe da Frígia.

Leia a crítica na íntegra:

 Muitos méritos podem ser contabilizados em Laio & Crísipo, potente drama da Aquela Cia. de Teatro, mas o primeiro deles talvez seja jogar luz sobre uma história relativamente desconhecida, em que pese o fato de ser a origem de um mito fundamental da cultura ocidental, narrado por Sófocles em Édipo Rei. Aqui, o autor Pedro Kosovski parte da mitologia em torno de Laio (papel de Erom Cordeiro), pai de Édipo. Exilado ainda jovem de sua cidade natal, ele é acolhido por um rei. Anos mais tarde, incumbido da educação de Crísipo (Ravel de Andrade), filho do monarca, termina se apaixonando pelo herdeiro. A essa relação se soma Jocasta (Carolina Ferman) — mais tarde mãe de Édipo. Em roupagem moderna e com alta voltagem sexual, a montagem surge cheia de som e fúria, na direção musical de Felipe Storino e na condução dos atores e do ritmo pelo diretor Marco André Nunes. Figurinos de Marcelo Marques, cenário de Aurora dos Campos e luz de Renato Machado compõem um quadro deslumbrante, além de conceitualmente poderoso. O afiado elenco revela, à parte os méritos individuais, um entrosamento determinante para o êxito do espetáculo.

Teatro Glauce Rocha. Avenida Rio Branco, 179, Centro. Sexta a domingo, 19h. R$ 40,00.

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