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Gloria

Filme conta a história de uma mulher de meia-idade divorciada e com muita disposição para encontrar uma nova cara-metade

Por Miguel Barbieri Jr. Atualizado em 5 dez 2016, 13h51 - Publicado em 5 fev 2014, 21h58

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Gloria (Paulina García) é uma mulher de meia-idade divorciada e com muita disposição para encontrar uma nova cara-metade. Mãe de um casal de filhos adultos e assídua frequentadora de casas de dança, essa senhora acaba conhecendo o sessentão Rodolfo (Sergio Hernández), ex-militar e dono de um clube de paintball em Santiago. O primeiro encontro já termina na cama e o romance tem início. Se a protagonista encontrou a liberdade depois do fim do casamento, seu parceiro, embora igualmente separado, ainda mantém vínculos com a ex-esposa e as duas filhas, que o procuram insistentemente pelo celular, até mesmo em momentos bem inadequados. O drama foi indicado pelo Chile para concorrer a uma vaga no Oscar 2014 de melhor filme estrangeiro, mas ficou fora da disputa. Diretor e roteirista, Sebastián Lelio foca uma personagem fascinante defendida com simpatia por Paulina, não à toa premiada como melhor atriz no Festival de Berlim do ano passado. Gloria, ao longo da história, mostra-se um exemplo de dignidade e independência afetiva. Em um longa-metragem que flerta com o humor, o realizador acerta ao expor o sexo na terceira idade, sem frescuras. Direção: Sebastián Lelio (Gloria, Chile/Espanha, 2013, 110min). 14 anos. Estreou em 31/1/2014.

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