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Erwin Wurm explica inspirações por trás das obras no CCBB

Exposição do artista austríaco já foi vista por mais de 150 000 pessoas no Rio

Por Renata Magalhães 17 nov 2017, 11h35

Ao ser eleito pela crítica especializada internacional o artista do ano, em 2007, Erwin Wurm foi convidado a fazer um autorretrato para a capa da revista alemã Kunstjahr. A imagem enviada foi uma fotografia em que posa com quatro bananas estrategicamente postas em partes do seu corpo, uma delas em um lugar que escandalizaria os mais conservadores. A provocação era uma referência à série Esculturas de Um Minuto, na qual o público é estimulado a manusear objetos corriqueiros e se transformar, por sessenta segundos, em um componente da obra de arte. Exposto em museus como o Tate Modern, em Londres, e inspiração para a banda Red Hot Chili Pep­pers no videoclipe Can’t Stop, o projeto tornou-se referência na carreira de Wurm e é apresentado em O Corpo É a Casa, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil.

Vista por mais de 150 000 pessoas, a mostra, que segue até 8 de janeiro, também conta com esculturas convencionais — pelo menos no que diz respeito à perenidade da obra, uma vez que o trabalho de Wurm está longe de ser ordinário. Humor e crítica norteiam intervenções do artista em objetos conhecidos, com o objetivo de confrontar questões intrínsecas à sociedade moderna: duas salsichas enrolam-­se em um caloroso abraço, pepinos tornam-se uma cômica representação de masculinidade e uma gigantesca casa assume características humanas. Convidado por VEJA RIO, o artista fez um passeio guiado pela exposição e falou sobre as quarenta obras apresentadas. Confira ao lado os destaques.

 

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