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Morte a ser esclarecida

É o que pretende o revelador documentário Dossiê Jango, sobre o ex-presidente

Por Miguel Barbieri Jr. Atualizado em 5 dez 2016, 14h21 - Publicado em 8 jul 2013, 21h47

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Trinta e duas entrevistas (algumas de arquivo) com personalidades que viveram a época, caso do cineasta Cacá Diegues, do escritor Ferreira Gullar e do jornalista Geneton Moraes Neto, foram reunidas no documentário Dossiê Jango, rodado durante três anos. O tema é explosivo: João Goulart teria sido assassinado? Sucessor de Juscelino Kubitschek e presidente eleito do Brasil, Jango, como ficou conhecido, governou o país de 1961 a 1964, até ser deposto pelo golpe militar. Exilado com a mulher, Maria Teresa, e os dois filhos, entre a Argentina e o Uruguai, ele morreu em 1976, vítima de um ataque cardíaco. Incansável, o diretor Paulo Henrique Fontenelle (de Loki ? Arnaldo Baptista) foi a fundo na pesquisa para rechear seu contundente trabalho com imagens raras e depoimentos estarrecedores. Entre eles, o de um ex-investigador uruguaio que diz ter participado do complô para matar Jango. A montagem ágil contribui para dar ao registro uma cara de thriller-verdade. Nos últimos minutos, contudo, o assunto torna-se redundante. Direção: Paulo Henrique Fontenelle (Brasil, 2012, 102min). 12 anos. Estreou em 5/7/2013.

Espaço Itaú de Cinema 5.

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