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Dez programas imperdíveis neste fim de semana

VEJA RIO selecionou dez atrações para deixar seu fim de semana mais animado. Destaque para a peça Portátil, no Teatro XP Investimentos

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 9 mar 2018, 15h22 - Publicado em 8 mar 2018, 19h37

Portátil

Theodora Duvivier/Divulgação

Portátil. Inspirada no estilo americano de improviso long form, a peça estrelada por integrantes do canal Porta dos Fundos recria, a cada sessão, a história de vida de alguém na plateia (70min). 12 anos. Teatro XP Investimentos. Avenida Bartolomeu Mitre, 1314, Leblon (Jockey Club). Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 80,00. Até 1º de abril. Reestreia na sexta (9).

Hélio Oiticica e Carlos Vergara se despedem do Parque Lage

Despedem-se do Parque Lage mostras de dois expoentes da arte contemporânea brasileira feita nos anos 70. As obras de Hélio Oiticica (1937-1980) e Carlos Vergara podem ser lidas como reações à ditadura imposta na década anterior. De 1973, a série de quase-cinema (na definição do artista) de Oiticica, desfile de oitenta slides, retratos de rapazes em Nova York (foto), fica entre o desbunde e a intenção de subverter a narrativa audiovisual. No Rio, de 1972 a 1976, Vergara fotografou os foliões de Cinco Carnavais em blocos da cidade. Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Rua Jardim Botânico, 414, Jardim Botânico. Segunda a domingo, 10h às 17h. Fecha sábado (10). Grátis. Até domingo (11).

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John Pizzarelli presta tributo a Tom Jobim e Frank Sinatra

John Pizzarelli: para Sinatra e Jobim Jacob Blickenstaff/Divulgação

Figura assídua nos palcos cariocas desde 1996, quando tocou no Free Jazz Festival, o cantor e guitarrista americano John Pizzarelli batia ponto no saudoso Mistura Fina. De volta à cidade, faz duas sessões no projeto Mistura Mar, que revive as noites musicais do antigo endereço em um hotel diante da Praia de Copacabana. Pouco mais de um ano após a última visita, quando explorou o repertório de Paul McCartney, o músico boa-praça dedica seu mais recente álbum a dois outros mestres: Frank Sinatra e Tom Jobim. Em Sinatra & Jobim @ 50, ele reinventa canções do antológico disco gravado pela dupla em 1967, como Baubles, Bangles and Beads, Dindi e Água de Beber. Rio Othon Palace Hotel. Avenida Atlântica, 3264, salão Copacabana. Sábado (10), 20h e 22h. R$ 140,00 (cadeira) a R$ 260,00 (mesa quadrada).

O Mágico de Oz — Uma Aventura em Busca do Sonho

Daniel Coelho/Divulgação

O Mágico de Oz — Uma Aventura em Busca do Sonho. No espetáculo vencedor do Prêmio Botequim Cultural, Carla Reis promove uma adaptação da clássica história. Músicas animadas e cenário colorido temperam as aventuras da menina Dorothy na Terra de Oz, ao lado de seus amigos Espantalho, Homem de Lata e Leão (50min). Rec. a partir de 2 anos. Teatro Vannucci. Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea. Sábado e domingo, 17h. R$ 60,00. Até 27 de maio. Reestreia neste sábado (3). 

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Missa para Clarice

 Missa para Clarice — Um Espetáculo sobre o Homem e Seu Deus. Na entrada, o público ganha um folheto para acompanhar a celebração. O clima é, apropriadamente, de um ritual. Experimentação cênica do diretor Eduardo Wotzik, também em cena (foto), o espetáculo, em nova temporada, é criação das mais originais. À vontade no palco, Wotzik dá vida a uma espécie de arauto e orienta os presentes, como se conduzisse uma missa. Na montagem, porém, a palavra a ser louvada é a da obra da escritora Clarice Lispector (1920-1977). Cristina Rudolph e Natally do Ó completam o elenco como duas devotas (da autora, que fique claro) encarregadas de ajudar no culto, ornado com bela iluminação de Fernanda Mantovani e música do compositor polonês Henryk Górecki. Ao final, os “fiéis” são convidados a se confessar em um bate-papo com os atores (80min). 14 anos. Casa de Cultura Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema. Sexta e sábado, 20h; domingo, 19h. R$ 40,00. Até o dia 18.

Raro Percurso

(Paulo Scheuenstuhl/ Divulgação) (PAULO SCHEUENSTUHL/Divulgação) (PAULO SCHEUENSTUHL/Divulgação) (PAULO SCHEUENSTUHL/Divulgação) (PAULO SCHEUENSTUHL/Divulgação) PAULO SCHEUENSTUHL/Divulgação

Ganhou novo fôlego, com a temporada esticada até o dia 31, a coletiva Raro Percurso, em cartaz na Galeria de Arte Ipanema. A mostra retrata em grande estilo o trabalho do fundador do espaço, Luiz Sève, que, ao longo de pouco mais de cinquenta anos, amealhou uma formidável coleção. Parte desse patrimônio inclui obras de, entre outros, Di Cavalcanti, Lygia Clark, Portinari, Tomie Ohtake, Frans Krajcberg e Beatriz Milhazes. Alfredo Volpi é lembrado com quatro de suas inconfundíveis telas, a exemplo de Ogiva. Galeria de Arte Ipanema. Rua Aníbal de Mendonça, 27, Ipanema. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 11h às 15h. Grátis. Até o dia 31.

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Epica leva seu metal sinfônico para o Circo Voador

Epica: metal sinfônico no Circo Voador Tim Tronckoe/Divulgação

Um dos principais nomes do metal sinfônico, vertente que alia batidas pesadas aceleradas a arranjos orquestrais e temas de fantasia, a banda holandesa Epicadesembarca no Rio com repertório renovado. Liderados pela ruiva meio-soprano Simone Simons, o guitarrista e vocalista Mark Jansen, que fundou o grupo após sua saída do After Forever, Coen Janssen (teclados), Ariën van Weesenbeek (bateria), Isaac Delahaye (guitarra) e Rob van der Loo (baixo) defendem as faixas de The Holographic Principle, lançado em 2016, e do novo EP, The Solace System. Sucessos como Consign to Oblivion, com nove minutos de duração, garantem a alegria dos fãs. Circo Voador. Arcos da Lapa, s/nº. Domingo (11), a partir das 18h. R$ 300,00 (2º lote).

Sou Pequena, Mas Não Sou Pedaço

Guto Muniz/Divulgação

Sou Pequena, Mas Não Sou Pedaço. Após seis anos em cartaz em Minas Gerais, o espetáculo idealizado pela atriz Eunice Bráulio (foto) traz sua discussão sobre autoestima para o Rio. Em cena, a pequenina funcionária de um teatro precisa vencer a timidez para encarar o público presente a uma sessão cancelada. Direção de Maurício Canguçu (65min). Rec. a partir de 10 anos. Teatro Glauce Rocha. Avenida Rio Branco, 179, Centro. Sexta a domingo, 19h. R$ 40,00. Até o dia 18. Estreia na sexta (9). 

Revelações do rap, Baco Exu do Blues e Don L se encontram na Lapa

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Baco Exu do Blues Mavi Morais/Divulgação

› Nome: Baco Exu do Blues (Diogo Moncorvo)
› Origem: Salvador, Bahia
› Idade: 22 anos
› Influências: Jorge Amado, Mario Cravo Neto e Novos Baianos
› Como define seu som: um grito de liberdade pra todo mundo
› Hit: Te Amo, Disgraça
› Don L por Baco: um monstro. Um dos maiores do Brasil em letra e musicalidade, sempre foi inovador

Em um ano fértil para o rap nacional, dois grandes lançamentos do gênero em 2017 vieram do Nordeste. O soteropolitano Baco Exu do Blues quebrou taças e paradigmas com Esú, que transita por dub e trap. Criado em Fortaleza, Don L, que despontou no grupo Costa a Costa (espécie de Racionais do Nordeste, segundo Baco), fez sua estreia-solo com Roteiro para Aïnouz, Vol. 3. O cineasta cearense (Karim Aïnouz) é uma das influências do artista, ao lado do matemático e filósofo russo P.D. Ouspensky e do sambista Bezerra da Silva. Munidos de referências ao cinema, à música e à literatura, os dois têm encontro marcado sob a lona da Lapa. Circo Voador. Arcos da Lapa, s/nº. Sábado (10), a partir das 22h. R$ 80,00 (1º lote).

› Nome: Don L (Gabriel L. da Rocha)
› Origem: nascido em Brasília, cresceu em Fortaleza e vive em São Paulo desde 2013
› Idade: 37 anos
› Influências: Machado de Assis, Kanye West, KL Jay, Karim Aïnouz, Lima Barreto, P.D. Ouspensky, funk brasileiro, Coltrane e Bezerra da Silva
› Como define seu som: endorfina de coração libertário
› Hit: Aquela Fé
› Baco por Don L: talento e ambição artística. Entre os melhores da nova geração

Tom na Fazenda

 Tom na Fazenda. A violência no texto do canadense Michel Marc Bouchard explode em coreografadas cenas de luta, porém impressiona mais pelo que sugere. Um toque visceral, como poucas vezes se viu em cena, é evocado pelo cenário de Aurora dos Campos e pelas atuações de Gustavo Vaz e Armando Babaioff (também o tradutor do texto, inédito no Brasil). No palco, Babaioff dá vida a um publicitário que viaja até a cidade rural onde vive a família de seu recém-falecido namorado. No velório, o choque: ninguém sabia de sua existência e todos parecem desconhecer a sexualidade do parente morto. Discussões sobre amor e preconceito emergem de conflitos do protagonista com o cunhado (Vaz), um capiau homofóbico, e com a matriarca (Kelzy Ecard, cujo desempenho delicado realça a crueldade da situação). Apoiada pela iluminação de Tomás Ribas, a direção de Rodrigo Portella experimenta linguagem fora do convencional, sem se sobrepor ao texto e às interpretações (110min). 18 anos. Teatro Cesgranrio. Rua Santa Alexandrina, 1011, Rio Comprido. Sábado e domingo, 20h. R$ 20,00. Até 1º de abril. .

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