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Crítica: paródia sobre Édipo é salva por (algumas) interpretações

Em cartaz no Teatro dos Quatro, proposta ousada poderia ter melhor execução

Por Renata Magalhães - 11 jun 2018, 08h00

 Édipo e o Rei, um Acidente Mitológico. Personagem imortalizado na obra do grego Sófocles, Édipo nunca sai de cena. Em cartaz no Teatro dos Quatro, a peça de Laura Rissin sobressai pela ousadia: a tragédia do jovem que mata o pai e desposa a própria mãe vira paródia de tintas trash. O instigante ponto de partida poderia ir mais longe. Ao longo da sessão, o texto oscila entre momentos cômicos embaraçosos e algumas boas sacadas. Referências à situação política atual soam forçadas, mas, por outro lado, supostos cacos dos atores funcionam bem. Entre essas idas e vindas, Francisco Vitti, o protagonista, simboliza a imaturidade da montagem, mas é apoiado por elenco vigoroso. Ponto alto do espetáculo, Rodrigo Candelot e Gabriela Rosas (na foto, com Vitti) divertem como Laio e Jocasta, um casal atrapalhado, enquanto, no coro formado por Cadu Libonati, Ranther Melo e Breno Motta, esse último oferece impagável versão meio Marília Gabriela para o profeta cego Tirésias. Direção de Adriano Coelho (60min). 14 anos. Teatro dos Quatro. Rua Marquês de São Vicente, 52 (Shopping da Gávea), Gávea. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 70,00. Até 15 de julho.

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