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Cinco dicas para aproveitar a ArtRio

Mais de 70 galerias de arte ocupam três armazéns da Região Portuária até domingo (2). Entre os achados, um quadro de Picasso

Por Pedro Tinoco - Atualizado em 2 jun 2017, 11h57 - Publicado em 30 set 2016, 21h12

Na 6ª edição da ArtRio, 73 galerias, 59 nacionais e catorze estrangeiras, ocupam três armazéns da Região Portuária até domingo (2). Uma visita à feira, na sexta (30), inspirou as cinco dicas que você vai ler a seguir:

. Vá de VLT. O trenzinho do Centro tem estações na Avenida Rio Branco, perto das saídas do metrô da Cinelândia e da Carioca. O ponto mais próximo da entrada daArtRio é a Parada dos Museus, na Praça Mauá, mas também vale a pena descer no ponto seguinte, a Parada dos Navios, bem diante do mural do grafiteiro Kobra, e caminhar de volta pelo Boulevard.

. Comes e bebes.  Neste ano há mais opções. Na praça de food trucks entre os armazéns 3 e 4 estão estacionadas cozinhas sobre rodas das marcas Che Boludo (empanadas), Hare Burger, Crepe Nouveau e Tapi, entre outras. Os preços são de obra-prima: uma cervejota sai a 10 reais.

. A visita. Sugestão: comece pelo fim. Depois de entrar, caminhe direto até o armazém 4, onde fica a IDA, a feira de design dentro da ArtRio, e inicie o percurso por lá, seguindo depois para os pavilhões 3 e 2. O passeio flui melhor, acredite. Também vale a pena chegar cedo. Os portões abrem às 13h.

. Design é arte. Na terceira edição, a IDA, feira dentro da feira criada em 2014, cresce a cada ano. Variada, a mostra de design exibe instigantes criações, a exemplo da mesa de sinuca de Maurício Athié, no espaço OBJ, que pode ser transformada em mesa de jantar. Em outro espaço, na coleção Móveis?, o cineasta Pedro Bronz (diretor do documentário A Farra do Circo, sobre a história do Circo Voador) apresenta objetos surpreendentes feitos com partes de antigas televisões. Também vale a visita o estande da Associação Brasileira de Produtores de Mogno Africano, material que começa a ganhar destaque na produção em madeira.

. Descobertas. Na nossa visita, esbarramos com alguns achados. Um deles é Capsule Hotel, do fotógrafo Julio Bittencourt, belo políptico de retratos claustrofóbicos na Galeria da Gávea (Armazém 4). Também no armazém 4, a galeria Other Criteria, com unidades em Londres e Nova York, exibe variados trabalhos do inglês Damien Hirst, expoente da arte contemporânea. No armazém 2, a galeria Almeida e Dale passeia pela arte nacional através da obra de grandes nomes, a exemplo de Milton Dacosta, Volpi, Flavio de Carvalho, Portinari e Guignard. Curiosamente, no meio dessa seleção brasileira encontra-se Le Peintre et Son Modele, óleo sobre tela pintado por Pablo Picasso em 1963. No mesmo armazém 2, a Rudolf Budja Gallery exibe atraentes criações do astro da pop art Andy Warhol. Tem muito mais: os inconfundíveis personagens gordinhos – e uma escultura – do colombiano Fernando Botero (presente nas galerias Gary Nader, de Miami, e Athena, ambas no armazém 2), o papa da arte cinética Jesús Soto (Galeria de Arte Ipanema, armazém 2), Krajcberg e Keith Harring (também na Athena)… Se você descobrir mais alguma coisa, conte prá gente.

El Picador, pintura do colombiano Botero: na galeria americana Gary Nader
El Picador, pintura do colombiano Botero: na galeria americana Gary Nader
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