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Bolsonaro ataca filme que vai contar a história de Suzane Von Hichthofen

O longa “A Menina que Matou os Pais” lançará luz sobre a motivação de Suzane para o crime cometido em 2002

Por Redação VEJA RIO - Atualizado em 23 jul 2018, 15h20 - Publicado em 23 jul 2018, 15h13

Candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro criticou no sábado (21), em sua conta no Twitter, o filme “A Menina que Matou os Pais”, sobre a história de Suzane Von Richthofen e dos irmãos Cravinhos, condenados pelo assassinato de Manfred e Marísia, pais de Suzane, em São Paulo, em 2002. Bolsonaro retuítou uma notícia sobre a produção do longa em que o diretor da obra, Maurício Eça, afirmou: “Muita gente tem ideias pré-concebidas, mas as pessoas não sabem o motivo que levou a filha a matar os pais”. Sobre isso, Bolsonaro escreveu: “Inversão total de valores no Brasil.”

Ainda sem elenco definido, as filmagens do thriller psicológico começam no segundo semestre, com estreia prevista para 2019. O roteiro é da criminóloga Ilana Casoy, autora dos livros “O quinto mandamento” (Arx, 2006), que reconstitui o assassinato, e “Casos de família” (Darkside, 2016), sobre a morte dos Richthofen e de Isabella Nardoni. O escritor de literatura policial Raphael Montes também assina a obra. A pesquisa para construção da história durou cerca de seis meses e analisou arquivos públicos do julgamento, desde o assassinato até a condenação. O filme é da distribuidora Galeria, braço da Vitrine Filmes.

Manfred e Marísia foram mortos a pauladas, enquanto dormiam, pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, à época namorado e cunhado de Suzane. Considerada mentora do crime, ela foi condenada a 39 anos de prisão. Daniel cumpre pena no regime aberto, enquanto Cristian, que estava no mesmo regime, foi preso neste ano por posse ilegal de munição após se envolver em uma confusão em um bar de Sorocaba, em São Paulo.

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