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3 perguntas para Lázaro Ramos

O ator dirige a peça O Topo da Montanha, e, em cena, vive o líder pacifista Martin Luther King

Por Renata Magalhães - 14 jan 2017, 13h00

O texto busca o homem por trás do mito. Tem sucesso na tarefa?
Faz exatamente isso. Algumas coisas são realidade, outras são criação da autora, Katori Hall, que se apropriou do grande líder para aproximá-lo mais da gente e trazer reflexões sobre temas como a posição da mulher no mundo e nossas fragilidades.

Como a mensagem do grande líder do passado se adéqua hoje à realidade brasileira?
Parece que vários dos textos foram escritos na semana passada. O que não é uma qualidade, acho até um pouco triste. Tudo o que ele falava contra a violência, a falta de afeto e a desigualdade social é muito condizente com a realidade brasileira atual. Todo mundo sai muito emocionado e motivado a participar de uma luta, usando o afeto e a coragem como alternativas à brutalidade.

Como é contracenar com Taís Araújo, sua parceira pessoal e profissional?
Descobri, ao trabalhar com ela, que uma de suas grandes qualidades é a renovação. Em cada espetáculo fazemos um novo encontro. Brincamos sempre de nos surpreender! A gente se reinventa a cada mudança de inflexão, de olhar. Ela se entrega por inteiro todos os dias, e isso é muito bom.

› Teatro Sesc Ginástico. Sexta e sábado, 19h; domingo, 18h. R$ 25,00. A partir de sexta (20).

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