Aplicativo mostra médicos disponíveis para atendimento domiciliar

Inspirado no Uber, Beep Saúde disponibiliza profissionais de saúde de várias especialidades para consultas em casa

Pedir o jantar por meio de um programa de smartphone ou agendar o serviço de motorista com uns poucos toques na tela do celular já são situações banais entre os cariocas. E era só questão de tempo para que essa facilidade chegasse a outras áreas, como, por exemplo, a medicina. Pode parecer meio exótico à primeira vista, mas um aplicativo recém-lançado no Rio oferece consultas domiciliares em apenas um clique. Trata-se do Beep Saúde, um programa criado por dois amigos, o médico Vander Corteze, 32 anos, e o engenheiro de software Iuri Menescal, 35 anos. Seu funcionamento é simples: o interessado faz o download gratuito do aplicativo, disponível para iOS e Android, cadastra-­se na plataforma e ganha acesso a uma lista de especialistas disponíveis para atendimento imediato em um raio de até 10 quilômetros. No fim da consulta, o cliente pode avaliar o serviço, atribuindo de uma a cinco estrelas, e a cobrança é feita no cartão de crédito. “Queremos oferecer atendimento moderno e de qualidade, melhorando a experiência com a saúde por parte tanto dos profissionais quanto dos pacientes, mas resgatando uma das práticas mais tradicionais da medicina, que é a visita domiciliar”, explica Corteze, que se inspirou no já conhecido app de serviços de transporte Uber e em iniciativas semelhantes da área médica no exterior.

Em três semanas de operação no Rio, o aplicativo conta com uma base de cerca de 300 profissionais, em especialidades como clínica médica, pediatria, cardiologia, endocrinologia, ortopedia e dermatologia. As consultas saem por aproximadamente 300 reais. Para serem aceitos no serviço, os médicos passam por uma rigorosa avaliação. Uma vez admitidos, recebem um manual de conduta para visita familiar, com orientações que englobam desde os trajes até o local ideal para examinar o paciente. Numa manhã de domingo recente, diante de um quadro de palpitações, dor de cabeça e tontura, a aposentada Arnild Weiss, 71 anos, resolveu acionar o aplicativo. Foi atendida em menos de uma hora, em sua casa, na Barra, pelo geriatra Rodrigo Buksman, 34 anos. “Moro sozinha, e a ideia de recorrer a uma emergência de hospital não me animou. A experiência mostrou-se prática e segura”, diz ela. “Espero não precisar tão cedo, mas é um alívio saber que posso contar com o serviço, se for necessário”, completa. Aos que estão preocupados com possíveis polêmicas em torno da nova facilidade, Corteze afirma que o risco é ínfimo. “Consultamos o Conselho Regional de Medicina e fomos encorajados a prosseguir”, explica. Em expansão, o programa agora se prepara para agregar à lista profissionais como fonoaudiólogos, fisioterapeutas e nutricionistas.

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