O artista Victor Arruda comenta destaques de sua mostra retrospectiva

"Imagens em Dissenso" já foi prorrogada inúmeras vezes no Museu de Arte Moderna

Suicídio, assédio, hipocrisia, abuso de poder e questões de gênero. Nenhum tema é polêmico o bastante para ser ignorado por Victor Arruda. Não à toa, a impactante mostra retrospectiva de seus 70 anos, Imagens em Dissenso, já foi prorrogada inúmeras vezes no Museu de Arte Moderna. Um fato curioso: o artista plástico marca presença por lá toda quarta e domingo para conversar sobre as obras com o público. A seguir, ele destaca e comenta cinco delas:

Homenagem às Vítimas do Dinheiro. “Não fui convidado para participar da feira ArtRio de 2014. Aluguei uma traineira e entrei com um letreiro em neon pela Baía de Guanabara, de penetra. Soube que foi a obra mais comentada e fotografada do evento.”

 (Vicente de Mello/Divulgação)

O Anjo de Irajá. “Aborda o hábito considerado ‘normal’ pela sociedade brasileira de um homem com poder econômico assediar uma moça ‘de aparência humilde’ — crime que atualmente está sendo tratado com grande seriedade.”

 (Rafael Adorján/Divulgação)

Não É Permitida a Entrada de Pessoas da Classe Média (Pobres Só a Serviço). “Gosto especialmente dessa obra, da série A Respeito da Corrupção. À primeira vista, o comentário é apenas irônico, mas, pensando melhor, trata-se de uma verdade cultural de nosso país.”

 (Rafael Adorján/Divulgação)

Homenagem a Ismael Nery. “Costumo reverenciar artistas que me influenciaram. Esta é uma obra ligada ao surrealismo e também ao meu longo processo psicanalítico. Gosto de unir meu conhecimento de história da arte ao meu interesse pela psicanálise.”

 (Vicente de Mello/Divulgação)

Hierarquia. “Em alguns momentos, brasileiros das mais distintas classes sociais parecem estar muito próximos, no mesmo nível, como nos jogos da Copa do Mundo. Quando acaba o passatempo, no entanto, uns só podem subir e outros só podem descer.”

› Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado e domingo, 11h às 18h. R$ 14,00. Grátis às quartas. Até 30 de setembro.

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