Dez programas imperdíveis para o fim de semana

VEJA RIO selecionou atrações para deixar seu fim de semana mais animado. Destaque para o show de Roger Hodgson, líder do Supertramp

Roger Hodgson

Voz inconfundível do Supertramp, com seu timbre agudíssimo, Roger Hodgson é autor dos maiores hits do conjunto inglês, que liderou por catorze anos, até partir para a carreira-solo, em 1983. Na escala carioca da turnê Breakfast in America, nome emprestado dos célebres álbum e canção homônimos de 1979, os fãs vão poder cantar junto não só esse, mas também outros clássicos, como Dreamer, The Logical Song, Give a Little Bit e It’s Raining Again, enquanto o cantor e compositor se desdobra ao piano, violão e guitarra.

Metropolitan. Avenida Ayrton Senna, 3000 (Shopping Via Parque), Barra. Domingo (26), 20h30. R$ 250,00 (cadeira lateral) a R$ 520,00 (camarote).

Gisberta

Luis Lobianco em “Gisberta”

Luis Lobianco em “Gisberta” (Elisa Mendes/Divulgação)

Luis Lobianco estrela o monólogo de Rafael Souza-Ribeiro, mas não está sozinho em cena. Para narrar a história de uma travesti assassinada em Portugal, o ator conta com a companhia dos músicos Lúcio Zandonadi, Danielly Sousa e Rafael Bezerra. A trilha sonora sublinha as mudanças de clima do espetáculo, ora leve e divertido, ora chocante. Um jogo instigante entre a luz afinada de Renato Machado e o cenário de Mina Quental esconde e revela o trio de instrumentistas ao longo da sessão. Lobianco não encarna Gisberta, e sim figuras importantes de sua trajetória, das descobertas na infância à derrocada, já na cidade do Porto. Seu desempenho comovente merece tantos aplausos quanto a mensagem da peça, um libelo contra o preconceito que alimenta a violência. A propósito: é aconselhável garantir os ingressos com antecedência (70min). 14 anos. Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro. Quinta a domingo, 19h30. R$ 20,00. Até 30 de abril.

Fragmentados

O diretor M. Night Shyamalan (de O Sexto Sentido) acertou muitas vezes, mas também errou em seus 25 anos de carreira. Depois do terror A Visita (2015), volta a surpreender com Fragmentado. É preciso reconhecer: Shyamalan não se acomoda e tem ideias interessantes, embora algumas delas sejam inócuas. Dito pelo próprio realizador em sua passagem por São Paulo, o novo trabalho possui elementos de quatro gêneros. Fragmentado, portanto, faz um passeio pelo drama psicológico, flerta com o suspense e o terror, e se encaminha para o terreno fantasioso, uma das marcas de sua filmografia. Com tudo junto, a mistura acerta o alvo, principalmente pela espetacular atuação de James McAvoy. O ator escocês interpreta James, um sujeito perturbado por 23 personalidades diferentes. Na primeira sequência, ele sequestra três amigas adolescentes e as aprisiona num porão. Quem surge primeiro para elas é Dennis, o cara com mania de limpeza. Em seguida, aparecem a controladora Patricia e o garoto Hedwig. A mente sem freios do protagonista, analisada por uma psiquiatra (ponto frágil do roteiro), vai, portanto, levando o espectador por uma história labiríntica que foge tenta fugir dos clichês. Estreou em 23/3/2017.

Leopoldina, a princesa da Independência, das artes e das ciências

d-amelia-de-leuchtenberg-segunda-imperatriz-do-brasil-primeira-metade-do-seculo-xix-artista-desconhecido.jpeg Leopoldina

Leopoldina (Thalles Leite/Divulgação)

Às vésperas de sua chegada ao Brasil — em 5 de novembro de 1817 — completar dois séculos, a austríaca Maria Leopoldina (1797-1826), a primeira esposa do imperador dom Pedro I, inspira mostra no Museu de Arte do Rio. Quadros, objetos pessoais, a exemplo da louça real com o monograma do casal, peças de vestuário e móveis espalham-se por três grandes salas, oferecendo ao visitante a oportunidade de imaginar como eram os palácios da realeza naquela época. Além do toque de conto de fadas, também proporcionado pela presença de coroas e cetros, a alentada exposição, com 350 peças, destaca a presença da imperatriz em momentos importantes da história do país.

Gal Costa

Gal Costa faz show no Vivo Rio

Gal Costa faz show no Vivo Rio (Andre Schiliró/Divulgação)

Setentona, Gal Costa não perde a jovialidade. Depois de Recanto (2011), em que experimenta o eletrônico, a cantora baiana segue com a turnê de Estratosférica, de 2015. O repertório, mais leve e pop, alterna nomes da jovem geração, como Mallu Magalhães, Criolo e Céu, com antigos parceiros, de Tom Zé (a libidinosa Por Baixo) a Caetano (Você Me Deu, parceria com o filho Zeca Veloso). Ao lado de Pupillo (bateria), Mauricio Fleury (teclado), Fábio Sá (baixo) e Guilherme Monteiro (guitarra), ela desfia ainda clássicos de carreira, como Pérola Negra e Objeto Não Identificado, e temas que jamais gravou, caso de Os Alquimistas Estão Chegando (Jorge Ben Jor) e Vingança (Lupicínio Rodrigues).

Vivo Rio. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo. Sábado (25), 22h. R$ 100,00 (balcão e setor 4) a R$ 240,00 (camarote A e setor vip).

T2 Transpotting

T2 Transpotting

T2 Transpotting (Reprodução Internet/Divulgação)

Não seria exagero dizer que Trainspotting — Sem Limites marcou a geração dos jovens da década de 90. Embalado por uma trilha sonora icônica (com Iggy Pop, New Order, Lou Reed e Underworld), a pesada comédia dramática passeava, sem julgamentos morais, pelo universo dos junkies de Edimburgo, na Escócia. Vinte anos depois, o diretor Danny Boyle resolveu retomar a história e mostrar o que aconteceu com os personagens em T2 — Trainspotting. Protagonista da trama, Renton (Ewan McGregor) deu um golpe em três amigos duas décadas atrás. Levando uma vida, digamos, burocrática, em Londres, ele volta à capital escocesa para um acerto de contas com o passado. O trio de colegas não mudou muito. O violento Begbie (Robert Carlyle) está preso por assassinato, Spud (Ewen Bremner) manteve-se fiel às drogas e Simon (Jonny Lee Miller) virou um chantagista profissional. Com o mesmo pique de antes, Boyle faz um registro de embriaguez nostálgica, que satisfaz em cheio os fãs do primeiro filme. Para quem viu Trainspotting na época, o efeito será ainda maior, devido a uma série de deliciosas referências ao original. Estreou em 23/3/2017.

Renato Russo – O Musical

Bruce Gomlevsky em cena de “Renato Russo, o Musical”

Bruce Gomlevsky em cena de “Renato Russo, o Musical” (Ricardo Brajterman/Divulgação)

Dez anos após a primeira apresentação do musical, Bruce Gomlevsky (foto) retorna aos palcos como Renato Russo em homenagem aos seus 20 anos de morte. Todo o burburinho que a peça dirigida por Mauro Mendonça Filho causou em sua estreia faz sentido: o ator impressiona ao incorporar o cantor, com todas as suas afetações e vícios, desde a descoberta do punk rock na adolescência até o sucesso com a banda Legião Urbana. Ao vivo, Bruce interpreta as canções mais famosas da carreira de Renato, com excelente potência vocal e desprendimento invejável, conquistando a plateia desde o início da apresentação. A hipnotizante semelhança é ainda mais acentuada com o ótimo jogo de luz que parece realmente trazer o trovador solitário de volta à vida. O ator ainda mostra o talento com o violão e é acompanhado em cena pela talentosa banda Arte Profana.

J. Carlos

 (Acervo Instituto Moreira Salles/Divulgação)

“O ente que olhar, daqui a 100 anos, as obras-primas de J. Carlos poderá viver a vida que andamos vivendo.” Confirmação do que escreveu o cronista Álvaro Moreyra (1888-1964), a exposição J. Carlos: Originais abre para o público no domingo (26).
O Instituto Moreira Salles exibirá 290 desenhos de José Carlos de Brito e Cunha (1884–1950), o J. Carlos, autor genial de cerca de 50 000 trabalhos para a imprensa da primeira metade do século passado, entre caricaturas, charges, cartuns, alfabetos tipográficos, vinhetas e publicidade. O circuito de visitação vai ser dividido em quatro módulos — Rascunhos, Segunda Guerra, Raras Histórias Infantis e Política Brasileira —, ocupados por originais salvos de publicações como Careta, Para Todos, Fon-Fon e Almanaque O Tico-Tico. Costumes da época, registros bem-humorados e o ex-presidente Getúlio Vargas (ao lado) foram algumas das inspirações para o traço do artista.

Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis.

Tagarelando

Tagarelando

Tagarelando (Anderson Pereira_/Divulgação)

Projeto da companhia Portô Coletivo de Arte, o espetáculo Tagarelando aposta na combinação de linguagens, como circo, repente e cordel, para retratar a amizade entre os saltimbancos Justino (Fábio Lacerda) e Catirina (Bárbara Abi-Rihan, na foto à dir., com Fábio). Seis músicas com referências nordestinas e árabes, defendidas ao vivo por banda, são o fio condutor
da trama, em que dois ex-amigos aprendem a superar suas diferenças. Texto e direção de Wanderson Rosceno. Rec. a partir de 4 anos. Estreia prevista para este sábado, 18.

Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro. Sábado e domingo, 16h. R$ 20,00. Até 7 de maio.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s