Dez programas imperdíveis neste fim de semana

VEJA RIO selecionou dez atrações para deixar seu fim de semana mais animado. Destaque para o show de Martinho da Vila, no Circo Voador, neste sábado (14)

Martinho da Vila

Martinho da Vila: 80 anos

Martinho da Vila: 80 anos (Felipe Diniz/Divulgação)

O aniversário foi em plena folia: no dia em que completou 80 anos, 12 de fevereiro, Martinho da Vila celebrou desfilando pela Vila Isabel, sua escola do coração, como destaque no carro abre-alas. O cantor segue com as comemorações de sua rica trajetória em show que reúne seus dois últimos trabalhos: De Bem com a Vida,vencedor do Grammy de melhor disco de samba de 2016, e Alô, Vila Isabeeeel!,lançado em janeiro, que reconta a história da agremiação através de clássicos como Kizomba, Festa da Raça. Ele não deixa de fora sucessos como Canta, Canta, Minha Gente, Casa de Bamba e Disritmia. Circo Voador. Rua dos Arcos, s/nº, Lapa. Sábado (14), a partir das 22h. R$ 100,00 (1º lote).

Azymuth

Azymuth: nova fase

Azymuth: nova fase (Marcus Schaefer/Divulgação)

Surgido no início dos anos 70, o Azymuth, de Alexandre Malheiros (baixo), Ivan “Mamão” Conti (bateria) e José Roberto Bertrami (teclado), ganhou prestígio internacional com sua fusão única de jazz, funk e samba. Primeiro grupo brasileiro a tocar no Festival de Montreux, em 1977, o trio já dividiu jams com o trompetista Dizzy Gillespie e o cantor Al Jarreau. Em 2012, houve o baque da morte de Bertrami, mas o conjunto reencontrou seu caminho ao lado do tecladista Kiko Continentino. Lançado em 2016, o ótimo Fênix, primeiro álbum de inéditas da atual formação, representa bem a nova fase. Blue Note. Avenida Borges de Medeiros, 1424, Lagoa. Sábado (14), 20h e 22h30. R$ 150,00.

 

Três perguntas para Nathalia Timberg

 (Selmy Yassuda/Divulgação)

Na peça 33 Variações, seu tema era a obra de Beethoven. Agora, a vez é de Chopin. De onde veio a vontade de seguir conciliando duas artes, a cênica e a musical?
Juntar o público de teatro com o da música é um privilégio e um objetivo que busco sempre. É uma mistura muito enriquecedora, que chega a um nível de vibração raramente atingido. Não à toa, as pessoas saem tão mexidas. Mas, assim como em todos os projetos que procuro, senti a necessidade de expressar o que ele significava.

A que se pode atribuir esse estado de comoção da plateia?
A peça fala diretamente à sensibilidade que existe em cada um de nós, tão agredida nos dias de hoje. Mostramos em cena vários testemunhos sobre Chopin, inclusive dele mesmo, através de sua correspondência. E a descoberta deste gênio vai mexer com cordas que estão precisando muito ser vibradas. A plateia quase não respira, o resultado é mágico.

Para quem tem tanta experiência acumulada nos palcos, ainda há espaço para algum nervosismo antes da estreia?
No dia em que eu perder esse nervosismo não faço mais teatro. Nenhum artista que participa de um projeto se envolve de forma parcial, ele é inteiro. O momento que estou vivendo é pleno e é o que me permite estar por aqui ainda.

› Teatro Maison de France. Avenida Presidente Antônio Carlos, 58, Centro. Sexta a domingo, 19h30. R$ 80,00. Até o dia 29. Estreia no sábado (14).

Juntei Tudo pra te Contar

 (paulo vieira/Divulgação)

Depois de chamar a atenção do público ao encarnar os mais variados tipos no Programa do Porchat, exibido pela TV Record, o humorista Paulo Vieira (foto)apresenta seu primeiro espetáculo solo. Em Juntei Tudo pra te Contar, ele resgata histórias de sua infância com a família e situações divertidas que viveu tentando encontrar seu lugar como ator (50min). 12 anos. Theatro Net Rio. Rua Siqueira Campos, 143, Copacabana. Sexta (13) e sábado (14), 21h. R$ 50,00 a R$ 60,00.

Vou Deixar de Ser Feliz por Medo de Ficar Triste?

 (Carol Beiriz/Divulgação)

Vou Deixar de Ser Feliz por Medo de Ficar Triste? Ainda que batida, a trama da comédia romântica em cartaz no Teatro das Artes está em alta: mulher, divorciada, se apaixona por rapaz mais jovem. Parece familiar? Pois a coisa fica mais divertida quando se descobre que a história é baseada no casamento de Yuri Ribeiro, ator que interpreta o garotão em questão. A dramaturgia, no entanto, deixa a desejar. Recheado de clichês e momentos sem naturalidade, o texto não decola. Na direção, Jorge Farjalla adotou deslumbrante estética circense — como se nossa visão de mundo mudasse quando estamos apaixonados. Em cena, Paula Burlamaqui (no centro da foto) não confere força à sua heroína e resvala muitas vezes por incômodo tom histérico. Em diferentes papéis, Vitor Thiré proporciona bem-vindos momentos de comicidade (95min). 12 anos. Teatro das Artes. Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 80,00. Até o dia 29.

 

Variação e Autonomia: as Gravuras de Artistas Japoneses Contemporâneos

 (Masanari Murai/Reprodução)

Em comemoração dos 110 anos de imigração japonesa no Brasil, o Centro Cultural Correios ganha programação especial ao longo de julho. Além de oficinas de origami, bonsai, cosplay e culinária, há duas exposições em cartaz. Em Caminhos da Luz e Esperança, a fotógrafa Miro Ito apresenta raros registros em pergaminho. Atração itinerante, Variação e Autonomia: as Gravuras de Artistas Japoneses Contemporâneos exibe obras de dez criadores que se consolidaram nesse campo desde a década de 70, entre eles Masanari Murai (foto). Centro Cultural Correios Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até o dia 29.

No belo jardim, projetado por Burle Marx como um prolongamento da Floresta da Tijuca, um casarão de estilo neocolonial no Cosme Velho abriga obras de inestimável valor. Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Candido Portinari são alguns nomes presentes na mostra Modernos 10, Destaques da Coleção, em cartaz até 30 de novembro. A alentada exposição inaugurou o instituto cultural criado na residência onde viveu por seis décadas o empresário e jornalista Roberto Marinho. Confira algumas joias do acervo e o que Lauro Cavalcanti, o curador da casa, tem a dizer sobre cada uma.

(Jaime Acioli/Divulgação)

Menino com Pássaro, 1959 Temática recorrente na pintura de Candido Portinari, a criança, neste quadro, é um retrato da infância pobre do interior brasileiro.

(Jaime Acioli//Divulgação)

Sem Título, 1927-1931 Pintor das etéreas paisagens infinitas, Alberto Guignard surpreende com essa explosão de alegria
e cores não muito corriqueira em sua paleta, mais densa e sombria.

(Jaime Acioli/Divulgação)

Passagem de Nível II, 1965 Com uma cor inconfundivelmente brasileira, o quadro segue uma tendência à geometrização das formas, possível eco das vanguardas construtivas na obra de uma já consagrada Tarsila do Amaral.

(Jaime Acioli/Divulgação)

Mulheres na Rua, 1940 A obra mostra a preocupação de Di Cavalcanti em retratar a cor brasileira, com especial atenção para a sensualidade roliça das mulheres das zonas boêmias do Rio.

(Jaime Acioli/Divulgação)

Rio de Janeiro, 1926 A realidade subjetiva se funde com a exuberante paisagem carioca neste trabalho de Ismael Nery, um dos mais eloquentes e raros representantes da corrente surrealista no modernismo brasileiro.

› Instituto Casa Roberto Marinho. Rua Cosme Velho, 1105. Terça a domingo, 12h às 18h. R$ 10,00 (grátis às quartas). Até 30 de novembro.

Nem Tudo Está Azul no País Azul

 (José Alesandro/Divulgação)

Mistura do shakespeariano amor impossível de Romeu e Julieta com o universo de Flicts, o clássico livro de Ziraldo sobre uma cor que não conseguia se encaixar no arco-íris, Nem Tudo Está Azul no País Azul chega à última semana da temporada no Teatro dos Quatro. Encenada pela companhia ND, em meio a música e acrobacias, a peça de Gabriela Rabello narra a história de um autoritário rei (Gabriel Lopes) que não permite a mistura entre seus súditos, as cores primárias, com a intenção de preservar sua pureza. Um belo dia, Leo, um rapaz vermelho, se apaixona por Lina, moça amarela, e os dois têm um filho laranja. Começa aí a aventura colorida que dá um chega para lá na intolerância e transforma o reino da trama em aquarela (60min). Rec. a partir de 3 anos. Teatro dos Quatro. Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea. Sábado e domingo, 17h. R$ 60,00. Até sábado (14).

Céu na Terra 20 Anos

 

Nas ruas desde 2001, o bloco Céu na Terra atrai uma multidão de foliões no Carnaval. O que nem todo mundo sabe é que a festança ao ar livre faz parte de um projeto ainda mais antigo, composto de educadores, sociólogos, antropólogos e artistas. O Núcleo de Cultura Popular Céu na Terra completa duas décadas neste ano e, para comemorar, ocupa o Parque das Ruínas com uma alentada exposição de acervo. Fotografias, fantasias e outros elementos cênicos compõem a mostra Céu na Terra 20 Anos, que abre neste sábado (7), com a apresentação do musical infantil Brinquedos Cantados, às 14h. Rua Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa. Terça a domingo, 10h às 16h. Grátis. Até o dia 26.

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