Crítica: “Ayrton Senna, o Musical” ganha com trama paralela

Espetáculo se mostra confuso e apresenta letras ruins e coreografias canhestras

 Ayrton Senna, o Musical. No espetáculo dirigido por Renato Rocha, o texto de Claudio Lins e Cristiano Gualda explora pouco a história do homenageado, opção que pode decepcionar os fãs. A encenação se passa durante a trágica última corrida do piloto Ayrton Senna (1960-1994), na Itália, e, sem sucesso, tenta acomodar o público dentro de um cock­pit. Após o primeiro ato grandiloquente e confuso, marcado por acrobacias aéreas um tanto gratuitas, a sessão ganha novo gás quando investe em emocionante trama paralela. Protagonista, Hugo Bonemer não mostra potência vocal e é prejudicado por canhestras letras e coreografias, mas convence nas poucas chances que tem de usar seus dotes dramáticos. No palco, sobressaem a contorcionista Natasha Jascalevich, os figurinos extravagantes de Dudu Bertholini e as cenas com João Vitor Silva e o jovem Lucas Vasconcelos (140min). Livre. Teatro Riachuelo Rio. Rua do Passeio, 40, Cinelândia. Quinta, 19h; sexta e sábado, 20h; domingo, 18h. R$ 50,00 a R$ 150,00. Até 4 de fevereiro.

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