Cinco dicas para aproveitar a ArtRio

Mais de 70 galerias de arte ocupam três armazéns da Região Portuária até domingo (2). Entre os achados, um quadro de Picasso

Na 6ª edição da ArtRio, 73 galerias, 59 nacionais e catorze estrangeiras, ocupam três armazéns da Região Portuária até domingo (2). Uma visita à feira, na sexta (30), inspirou as cinco dicas que você vai ler a seguir:

. Vá de VLT. O trenzinho do Centro tem estações na Avenida Rio Branco, perto das saídas do metrô da Cinelândia e da Carioca. O ponto mais próximo da entrada daArtRio é a Parada dos Museus, na Praça Mauá, mas também vale a pena descer no ponto seguinte, a Parada dos Navios, bem diante do mural do grafiteiro Kobra, e caminhar de volta pelo Boulevard.

. Comes e bebes.  Neste ano há mais opções. Na praça de food trucks entre os armazéns 3 e 4 estão estacionadas cozinhas sobre rodas das marcas Che Boludo (empanadas), Hare Burger, Crepe Nouveau e Tapi, entre outras. Os preços são de obra-prima: uma cervejota sai a 10 reais.

. A visita. Sugestão: comece pelo fim. Depois de entrar, caminhe direto até o armazém 4, onde fica a IDA, a feira de design dentro da ArtRio, e inicie o percurso por lá, seguindo depois para os pavilhões 3 e 2. O passeio flui melhor, acredite. Também vale a pena chegar cedo. Os portões abrem às 13h.

. Design é arte. Na terceira edição, a IDA, feira dentro da feira criada em 2014, cresce a cada ano. Variada, a mostra de design exibe instigantes criações, a exemplo da mesa de sinuca de Maurício Athié, no espaço OBJ, que pode ser transformada em mesa de jantar. Em outro espaço, na coleção Móveis?, o cineasta Pedro Bronz (diretor do documentário A Farra do Circo, sobre a história do Circo Voador) apresenta objetos surpreendentes feitos com partes de antigas televisões. Também vale a visita o estande da Associação Brasileira de Produtores de Mogno Africano, material que começa a ganhar destaque na produção em madeira.

. Descobertas. Na nossa visita, esbarramos com alguns achados. Um deles é Capsule Hotel, do fotógrafo Julio Bittencourt, belo políptico de retratos claustrofóbicos na Galeria da Gávea (Armazém 4). Também no armazém 4, a galeria Other Criteria, com unidades em Londres e Nova York, exibe variados trabalhos do inglês Damien Hirst, expoente da arte contemporânea. No armazém 2, a galeria Almeida e Dale passeia pela arte nacional através da obra de grandes nomes, a exemplo de Milton Dacosta, Volpi, Flavio de Carvalho, Portinari e Guignard. Curiosamente, no meio dessa seleção brasileira encontra-se Le Peintre et Son Modele, óleo sobre tela pintado por Pablo Picasso em 1963. No mesmo armazém 2, a Rudolf Budja Gallery exibe atraentes criações do astro da pop art Andy Warhol. Tem muito mais: os inconfundíveis personagens gordinhos – e uma escultura – do colombiano Fernando Botero (presente nas galerias Gary Nader, de Miami, e Athena, ambas no armazém 2), o papa da arte cinética Jesús Soto (Galeria de Arte Ipanema, armazém 2), Krajcberg e Keith Harring (também na Athena)… Se você descobrir mais alguma coisa, conte prá gente.

El Picador, pintura do colombiano Botero: na galeria americana Gary NaderEl Picador, pintura do colombiano Botero: na galeria americana Gary Nader

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