Brasil conquista recorde de medalhas na Olimpíada de Astronomia e Astronáutica

Sétima edição da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica recebeu estudantes de oito países, como Brasil, Argentina e Chile

O Brasil conquistou o primeiro lugar na 7ª Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (Olaa), encerrada no último domingo, nos municípios do Rio de Janeiro e Barra de Piraí  e estabeleceu um novo recorde de medalhas para o país. A delegação de estudantes do Brasil conseguiu quatro medalhas de ouro e uma de prata.

“Para o Brasil, [o resultado] não podia ter sido melhor. Foi o nosso recorde. Já obtivemos quatro de ouro, no passado, mas com uma [medalha] de bronze. Esta é a maior premiação que já tivemos”, disse o astrônomo João Batista Garcia Canalle, presidente da olimpíada. Dois medalhistas – Gustavo Guedes Faria, de São José dos Campos (SP) e Vítor Gomes Pires, de São Paulo (SP), tiveram a melhor prova em grupo, ficando a melhor prova individual com outra brasileira, Ana Paula Lopes Schuch, de Porto Alegre (RS). O Brasil foi eleito ainda o melhor companheiro da disputa.

A abertura da Olaa e a prova de planetário ocorreram no Planetário da Gávea, na capital fluminense, de onde as delegações seguiram para o Hotel Fazenda Ribeirão, em Barra do Piraí, para  as demais atividades. Os estudantes visitaram o Observatório do Pico dos Dias, em Brazópolis (MG) e o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Antes, eles estudaram com especialistas no Observatório Abrahão de Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), e aprenderam mais sobre a disciplina, posteriormente, no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Brazópolis (MG), onde fizeram treinamentos. “O treinamento surtiu efeito”, avaliou Canalle.

A 7ª Olaa reuniu 38 estudantes do ensino médio de oito países latino-americanos (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Uruguai). Todos os alunos se classificaram por meio das olimpíadas nacionais de astronomia e astronáutica de seus respectivos países. As provas foram divididas em teoria, prática e reconhecimento do céu. Canalle acredita que nas próximas edições poderá aumentar o número de países participantes. “Este ano, tivemos o Peru como observador”.

A Olaa foi fundada na cidade de Montevidéu (Uruguai), a partir de uma proposta do Brasil, e é feita desde 2009 sob a coordenação de astrônomos de vários países.

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