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Covid: escolas públicas têm dificuldades para cumprir protocolo sanitário

Documento encaminhado à Secretaria estadual de Educação relata problemas como falta de distanciamento mínimo, itens de limpeza e funcionários de apoio

Por Luiza Maia Atualizado em 13 ago 2021, 16h29 - Publicado em 13 ago 2021, 15h26

O cenário atual para o retorno das aulas no Rio é de risco, segundo um estudo apresentado pela Comissão de Educação da Alerj. Com base em visitas a 98 unidades de ensino da rede estadual do Rio, em 33 municípios, foram listadas diferentes dificuldades da rede estadual de ensino em cumprir os protocolos sanitários contra a Covid-19.

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Encaminhado ao secretário Estadual de Educação, Alexandre Valle, na quinta (12), o documento denuncia problemas como ventilação inadequada nas salas de aula, falta de funcionários para limpeza e controle nas entradas, ambientes com pouco espaço para o distanciamento mínimo.

Das unidades observadas, mais da metade possuía dois portões ou mais, no entanto, 76% estavam com apenas um deles em funcionamento. Em 12% das escolas avaliadas, essa condição facilitou aglomerações nas entradas. Segundo o texto, este quadro “se relaciona diretamente com o quadro crônico de falta de profissionais de apoio”.

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Quanto ao distanciamento obrigatório, o documento mostra que 46,4% das salas de aula visitadas não respeitam a distância de dois metros recomendada entre cada estudante.

Outro problema analisado foi o tamanho limitado de alguns pátios escolares: 35,6% das escolas possuem espaços que impedem o distanciamento mínimo necessário. Além disso, 27% das unidades não têm locais de convivência ao ar livre.

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O relatório também problematiza a ventilação inadequada em alguns colégios. Entre eles, 12,4% tinham janelas com a abertura comprometida e 8,7% nem sequer possuem janelas. Quanto às salas dos professores, 46,4% das instituições visitadas não têm ventilação adequada.

Em relação à limpeza dos espaços, os diretores de 37% das escolas declararam que as unidades não receberam recursos e materiais suficientes para higienização e desinfecção. Entre os refeitórios escolares, 20% não possuem locais para os alunos lavarem as mãos. 

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“Percebemos que 67% dos escolas possuem a mesma quantidade de funcionários de antes da pandemia. Então, como será possível implementar limpeza do espaço a cada troca de turno se faltam profissionais?”, questiona o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), presidente da Comissão.

Diante desse cenário desolador, o documento apresenta algumas propostas para o retorno das aulas, como a redução do número de alunos por turma e a aplicação de um programa de inclusão digital eficiente, para que os estudantes possam ter acesso a aulas on-line.

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A Comissão também defende a criação de uma estrutura em parceria com a Secretaria de Saúde para rastrear os casos de Covid-19. Segundo o balanço, 70% das escolas não fazem esse tipo de controle. O estudo também sugere a criação de um comitê científico para debater a segurança do retorno às aulas.

“Para que a volta às aulas seja feita da forma mais segura possível, considerando o momento epidemiológico atual, é necessário que o governo do estado implemente diversas medidas. Cada escola tem cerca de 1 000 alunos ou mais, com funcionamento em mais de um turno, então é essencial garantir um mínimo controle os riscos”, afirma Flavio Serafini.

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Segundo o deputado, uma audiência pública com o secretário estadual de Educação será realizada até o fim de agosto para que a pasta apresente as iniciativas tomadas com base no estudo.

 

 

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