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O Rio não é só praia: um guia de museus virtuais

Em tempos de pandemia, Roberta Balbino, da página @orionaoesopraia, parceira de VEJA RIO, sugere uma lista de museus cariocas para visitar com um clique

Por Marcela Capobianco - 22 abr 2020, 17h01

Se não podemos sair de casa, porque não conhecer um pouco mais da nossa história e da nossa cidade, visitando nossos museus de forma remota e gratuita? Muitos não sabem, mas passear por joias como o Museu Nacional de Belas Artes e o Museu do Índio estão a um clique de distância.

Antes de mais nada, acho importante falar do Google Arts & Culture que, em parceria com diversos museus, oferece visitas virtuais gratuitas a famosas galerias de arte no mundo inteiro. Na plataforma, também encontramos curiosidades culturais, testes, documentos e até experiências de realidade virtual (do Rio de Janeiro a Versailles!). Ou seja, quando um museu não tiver esse serviço disponível em seu site, pode ser que o encontremos nesta ferramenta.

 

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Só no Rio de Janeiro, você pode conhecer os seguintes museus sem sair de casa:

Museu Nacional. O palácio, que foi casa de Dom João VI e Dom Pedro II, abrigava o mais antigo museu de história natural do Brasil, até o incêndio ocorrido em 2018. Graças ao Google Arts & Culture, é possível visitarmos e redescobrirmos a sua história e o seu acervo. Este é o link para a visita.

Museu da República. Entrar no antigo Palácio do Catete é respirar história, arquitetura e arte. Além de ter sido um símbolo do poder econômico da nossa elite cafeicultora escravocrata, foi palco de grandes acontecimentos, após o Governo Federal comprá-lo para sediar a Presidência da República, quando o Rio de Janeiro ainda era capital do Brasil. Lá, foram declaradas as guerras à Alemanha, em 1917, e ao Eixo, em 1942, mesmo ano em que o cruzeiro foi implantado como sistema monetário. Também foi no Palácio do Catete que Getúlio Vargas cometeu suicídio.
Vale a pena conhecer cada cantinho dessa joia, no tour virtual disponível em português, inglês e espanhol, no site da instituição.

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Instituto Moreira Salles. Com importantes patrimônios em fotografia, música, iconografia e literatura, o IMS tem em seu acervo obras de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha, além de arquivos pessoais de Érico Veríssimo, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Rachel de Queiroz, Lygia Fagundes Telles, etc. Vale a pena uma visita entre cartas, papéis, documentos diversos e livros que compõem seus acervos de literatura. Inclusive, no Google Arts & Culture, há uma exposição do Instituto sobre o Rio de Janeiro.

Museu Nacional de Belas Artes.

Museu Nacional de Belas Artes: acervo pode ser consultado pela internet Roberta Balbino/O Rio Não É Só Praia/Reprodução

Criado para sediar a Escola Nacional de Belas Artes, herdeira da Academia Imperial de Belas Artes, o prédio de arquitetura eclética foi construído durante a reforma urbanística de Pereira Passos e, em 1937, se tornou o Museu Nacional de Belas Artes, após um decreto de Getúlio Vargas. Atualmente, é um dos museus mais importantes do país, com um acervo de aproximadamente 22 mil itens. Entre eles, peças moldadas sobre originais do período helenístico, romano e do greco clássico, caso da moldagem da Vitória de Samotrácia, exposta no Museu do Louvre, e da maior pintura de cavalete da história da arte brasileira, A Batalha do Avaí. Você consegue fazer a visita neste link.

Museus Castro Maya. Os museus Castro Maya são o Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, e o Museu do Açude, no Alto da Boa Vista. Ambos foram residências do colecionador e mecenas das artes Raymundo Ottoni de Castro Maya e abrigam diversas obras, muitas delas retratando o Rio antigo. Vale cada viagem no tempo. Acesse por aqui.

Museu do Índio. É importantíssimo conhecer uma instituição de preservação e promoção do patrimônio cultural indígena, que divulga a diversidade contemporânea e histórica das centenas de povos indígenas brasileiros. Além disso, ele é um dos museus com tours de realidade virtual do Google Arts & Culture mas, para isso, é preciso navegar pelo app para celular.

Museu Imperial de Petrópolis.

Museu Imperial: visita on-line, sem necessidade de pantufas Roberta Balbino/O Rio Não É Só Praia/Reprodução

O antigo palácio de verão de D. Pedro II, também conhecido como Palácio Imperial, não está no Rio, mas fica a pouco menos de 2 horas da nossa cidade. Famoso pela necessidade de usarmos pantufas para circular em seus aposentos, é um museu de artigos ligados à monarquia brasileira. Aproveite a visita, pois é proibido tirar fotos lá dentro.

*Por Roberta Balbino, criadora de conteúdo na página do Instagram O Rio Não É Só Praia, e parceira de VEJA RIO.

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