Continua após publicidade

Fiocruz confirma caso da variante brasileira do coronavírus no Rio

Ainda não há dados que relacionem a mutação aos quadros mais graves de covid-19, no entanto, ela possui potencial de facilitar a transmissão

Por Luiza Maia
Atualizado em 17 fev 2021, 12h06 - Publicado em 17 fev 2021, 12h04

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou na terça (16) que detectou caso da variante brasileira do coronavírus no Rio. A variante P.1 da SARS-CoV-2, identificada inicialmente em Manaus, foi detectada por análise laboratorial feita pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

+ Covid-19: novo lote de CoronaVac deve chegar ao Rio na próxima semana

Até o momento, não há dados que relacionem essa variante a quadros mais graves de covid-19, porém as mutações identificadas nela são semelhantes às das variantes encontradas no Reino Unido e na África do Sul, e têm potencial de facilitar a transmissão.

+ Covid-19: sem vacinas, Rio só imunizou 3,6% dos cariocas até agora

No dia 12, a Fiocruz divulgou nota na qual diz que a variante descrita pela primeira vez no Amazonas, havia sido detectada em mais cinco estados: Pará, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Casos provocados pela nova variante P.1 também já foram confirmados pelas secretarias estaduais de Saúde da Bahia, do Ceará e de Pernambuco.

+ Plataforma da UFRJ pode ajudar diagnóstico de Covid-19

Continua após a publicidade

No texto divulgado na última sexta-feira pelo IOC, a pesquisadora Paola Cristina Resende ressalta que “é importante lembrar que as linhagens P.1 e P.2 já foram associadas a casos de reinfecção no país. Por isso, é fundamental a continuidade das medidas de prevenção, como a utilização de máscara de proteção, a higienização frequente das mãos e evitar aglomerações”.

Sequenciamento

Em todo o país, especialistas da Rede Genômica Fiocruz integram um esforço que já sequenciou quase 3,6 mil amostras coletadas no Brasil, sendo 1.035 em São Paulo, 726 no Rio de Janeiro, 340 no Amazonas, 306 Rio Grande do Sul, 167 na Paraíba, 150 em Pernambuco e as demais em outros estados.

+ Carnaval: será que não tem pandemia no Leblon?

Um balanço desse trabalho aponta que mais de 60 linhagens do vírus já foram encontradas no país, porém predominam a B.1.1.33 e a B.1.1.28, que circulam no Brasil desde março. O surgimento de linhagens diversas é um processo comum nos vírus, e, na maior parte dos casos, as mudanças implicam pequenas diferenças no material genético.

+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui

Continua após a publicidade

Foi a B.1.1.28 que, após mutações, deu origem à variante P.1, encontrada no Amazonas, e à P.2, descrita pela primeira vez no Rio de Janeiro. Ambas são consideradas “variantes de preocupação” e apresentam modificações na proteína spike, estrutura do vírus que se conecta às células humanas. No caso da P.1, há três mutações relacionadas à proteína (K417N, E484K e N501Y), e, na P.2, uma mutação (E484K).

+ Covid-19: Rio ultrapassa 31 000 mortes e 550 000 casos

No Amazonas, a variante P.1 foi apontada como a causadora de 91% dos casos da covid-19 que tiveram seu material genético sequenciado em janeiro. A variante se tornou a dominante no estado, tomando o lugar da B.1.1.28.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Tudo o que a cidade maravilhosa tem para te
oferecer.
Receba VEJA e VEJA RIO impressas e tenha acesso digital a todos os títulos Abril.
Impressa + Digital no App
Impressa + Digital
Impressa + Digital no App

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

Assinando Veja você recebe mensalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Para assinantes da cidade de Rio de Janeiro

a partir de R$ 39,90/mês

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.