Cinta Modeladora vira moda nas academias

Com a promessa de diminuir medidas e fortalecer os músculos, item é peça certa no look fitness de famosas

Faça o teste: abra a página de uma musa fitness nas redes sociais. As chances de encontrar fotos dela usando uma cinta modeladora na academia são enormes. Sinônimo de elegância e tortura para as mulheres até o século XX, o acessório voltou com a promessa batida de modelar o corpo e diminuir as medidas. A peça tem feito tanto sucesso que várias famosas firmaram parceria com empresas para vender os corpetes com seu nome estampado (e impulsionar as vendas, é claro). A preços que variam entre 150 e 350 reais, já há modelos assinados por Claudia Raia, Sabrina Sato e Gracyanne Barbosa. Personal trainer, Bianca Salgueiro, musa da escola de samba que traz no sobrenome, comprou seu primeiro espartilho há dois anos. Ela usa o produto diariamente na academia, e, muitas vezes, até para dormir. “No treino é ótimo, ajuda a manter a coluna ereta enquanto executo o movimento. O emagrecimento vem da postura. Uma pessoa alongada sempre vai parecer mais magra”, assegura a moça.

 (Arte/Veja Rio)

Quando os especialistas entram no papo, o assunto se torna controverso. Presidente da Associação de Fisioterapeutas do Brasil, Denise Flávio alerta que a peça deve ser adotada com cautela. “O uso prolongado pode causar alguns problemas posturais sérios. A região conhecida como core, conjunto de músculos responsável pelo nosso equilíbrio e pela adequação postural do tronco em qualquer movimento, deixa de trabalhar, já que o corpete está ali, segurando tudo”, explica a fisioterapeuta. Com o tempo, se o paciente não faz musculação para enrijecer essa área, ela acaba se enfraquecendo, o que resulta em possíveis dores na coluna. Isso sem mencionar problemas circulatórios, como inchaço nos pés e até mesmo varizes, já que, muitas vezes, a cinta exerce uma compressão forte. “Manter uma alimentação saudável e praticar exercícios físicos continua sendo a melhor solução para eliminar gordurinhas”, afirma Denise. Milagre, como se diz, é um pouco mais caro.

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