Cariocas abandonam a chapinha e optam pelos cachos naturais

Produtos e tratamentos que chegam a 500 reais prometem devolver os caracóis a quem passou anos alisando as madeixas

 (Selmy Yassuda/Veja Rio)

Quanto mais liso, melhor e mais bonito. Por muitos anos, as escovas definitiva, progressiva, inteligente, marroquina, francesa e de chocolate ditaram moda quando o assunto era cabelo. Sem levarem em conta a saúde dos fios, que ficam altamente danificados ao tomar um banho de formol, amônia e outras substâncias, esses procedimentos começaram a cair em desuso graças à popularização dos produtos para as cabeleiras encaracoladas, que são característica de 70% do povo brasileiro, de acordo com o Instituto Beleza Natural. O caminho para a libertação definitiva da chapinha, porém, é bem longo. O processo de remoção dos resíduos, conhecido como transição capilar, exige tempo, dinheiro e bastante paciência. “Quando tive coragem de sair do padrão, fiquei quase três anos até conseguir recuperar meu cabelo por completo e me livrar de toda a química que já tinha usado”, revela a atriz Taís Araújo, inspiração para diversas jovens que decidem assumir os próprios caracóis.

 (Veja Rio/Veja Rio)

A última celebridade que decidiu submeter-se ao procedimento foi a cantora Ludmilla. No começo do mês passado, a funkeira declarou que iria abandonar a escova definitiva, usada por ela desde os 7 anos. Patrocinadora oficial das “futuras” ondas da cantora, a Salon Line é uma das marcas que estão invadindo as prateleiras das farmácias com opções destinadas às cabeleiras em transição, assim como a própria Beleza Natural, a Embelleze e a Lola Cosmetics. A nova tendência para os cabelos já proliferou até nos salões, com tratamentos como a desprogressiva. Por 480 reais, a versão do cabeleireiro David Melo, do salão Jacques Janine do Shopping Fashion Mall, promete retirar os resíduos químicos em apenas uma sessão. “Depois de muita hidratação e de tratamentos especializados, os fios voltam à forma original. Mas no início, para segurar os cabelos que estavam meio lisos, meio ondulados, vivia com eles presos”, diz Bárbara Buzin. Empresária do ramo cervejeiro, ela fez a última escova progressiva em julho de 2014 e somente no início de abril cortou a última mecha alisada. Agora, os cachos são exibidos sem inibição. ß

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