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Cariocas investem na venda de quentinhas para fugir da crise

Valor médio dos pratos varia entre R$ 10 e R$ 12. Vendedores conquistam cliente com bebidas e sobremesas de cortesia

Por Redação VEJA RIO - 13 nov 2017, 20h20

Desde o segundo trimestre do ano passado, a quantidade de vendedores de quentinhas espalhados pelas ruas do Rio de Janeiro subiu de 7.992 para 45 mil. O dado do IBGE revela que a iniciativa é a opção de muitos trabalhadores  cariocas para se livrar da crise, seja complementando a renda ou mesmo tendo o comércio de alimentos como sua principal fonte de recursos.

Os pontos de venda são ocupados desde a manhã por vendedores carregando isopores e bolsas térmicas, ou mesmo por carros com o porta-malas aberto cheios de marmitas. O valor médio dos pratos varia entre R$ 10 ou R$ 12 e, para conquistar os clientes, algumas opções ainda são acompanhadas por bebidas ou sobremesas.

Na Zona Sul, o Aterro do Flamengo tem um trecho específico onde motoristas se reúnem para degustar as marmitas. Há ainda quem usa o próprio veículo para a venda nas horas vagas. O movimento é tão grande que chega a afetar restaurantes locais, mas a competição dentro do próprio “mercado das quentinhas” também é grande, já que surgem cada vez mais vendedores.

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