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Vanessa Aragão

Por Vanessa Aragão, pesquisadora e instrutora de meditação
Criadora do projeto Meditante Urbana
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Depois da Carnavália

Uma dose de fé no amor

Por Vanessa Aragão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
15 fev 2024, 17h29

Estou nas mãos do mistério, ando me transformando em algo que ignoro. Meu corpo, em forma de mundo aberto, se reconstrói segundo um esquema que lhe é próprio. É uma revolução. O que é disforme se torna preciso, se desenha, se redefine tranquila e brutalmente. Ser eu, hoje, significa recusar o consenso. É dia de quarta de cinzas e depois de experimentar uma alegria intensa, própria do desprendimento do carnaval, talvez eu e você precisemos de uma dose da minha fé no amor. 

A partir daqui a tua história de vida é tua. A minha é a minha. As pessoas não têm essa consciência, de que escrevem uma história enquanto vivem. A verdade é que o  cruzamento dos olhares nos mantém vivos – aquela tensão de seus encontros inesperados, inconfessáveis, improváveis. A cura é um ato de comunhão. Raramente nós nos curamos em isolamento. 

No intervalo de segundos, o desejo silencioso “crava seus olhos nos meus” derrete alguma coisa em mim. Quero fechar minhas fronteiras, resistir a invasão, mas talvez eu já esteja cercada. Como diz a escritora Socorro Acioli no livro Oração para Desaparecer : sempre chegamos ao sítio onde nos esperam.

 Muitos de nós, mulheres e homens, somos incapazes de lidar com a realidade do que significa ter uma conexão intensa que altera nossa vida mas que não levará a um relacionamento duradouro ou sequer a um relacionamento. Porém, o ato de se abrir é uma maneira de buscar o amor.

Escolho caminhar feito fera pela espinha dorsal do mundo.  É preciso acreditar nas feras, em seus silêncios, em seu comedimento, no retraimento que trabalha o corpo e a alma – também em seus sinais de alerta. Quando temos clareza na mente e no coração, somos capazes de conhecer o prazer de nos envolver no mundo sensual à nossa volta com um prazer imediato e profundo. 

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Ao longo da nossa vida, encontramos muitas pessoas pelas quais sentimos que aquele clique especial poderia nos levar para o caminho do amor. No entanto, esse clique não é a mesma coisa que uma conexão da alma, um vínculo mais profundo.

Nós só podemos ir da paixão perfeita para o amor perfeito quando as ilusões acabam e somos capazes de usar a energia e a intensidade criada por um laço erótico para aumentar a autodescoberta. Não há saída para fora. 

Estou nas mãos do mistério. O vento conta. As nuvens ensinam. As almas voltam para dizer. As cartas avisam. É tudo caminho de verdade. Os astros no céu… é tudo caminho de entender a vida na terra. 

Somos nós, os videntes do invisível, que iluminamos os céticos.

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